24 de ago de 2008

SPOILER - DC Special: Cyborg #04 - Review

Rage Against the Machine Parte 4

Roteiro: Mark Sable
Arte: Carlos Magno
Capa: Brian Denha
Arte Final: Jonathan Glapion
Cores: JD Smith

Sinopse:

Continuando de onde o capítulo anterior parou, descobrimos que DeShaun sobreviveu ao ataque de Ron. Vic intervém, atacando Ron e salvando DeShaun.

Vic interroga DeShaun a respeito dos experimentos, acusando-o de se aproveitar do período em que Vic esteve desabilitado (as 52 semanas posteriores aos eventos de Crise Infinita) para analisá-lo. DeShaun assume seus erros, mas diz que há justificativas para eles. Também diz que o Projeto M começou com Vic e Ron, mas não terminou com eles. Então DeShaun revela, entre os escombros do laboratório, três câmaras de incubação, sendo que em duas delas estão o Gnu-Ciborgue (visto em Teen Titans/Outsiders: Secret Files and Origins 2005) e Equus, ambos desenvolvidos com base na tecnologia Cibernética de Vic.

DeShaun também explica que os soldados mutilados que Vic viu nos bancos de memória de Ron agora constituem uma Força de Operações Especiais composta apenas por ciborgues e que isso é apenas o começo. Ao saber disso, Vic decide parar o Projeto M e quem quer que esteja por trás dele, mas é confrontado por Orr.

Orr afirma que para um soldado a invalidez é pior do que a morte e que Vic não tem o direito de tirar as próteses cibernéticas deles. Vic afirma que ninguém, nem os militares, pode ser confiado com a posse daquela tecnologia, mas Orr o relembra de que foi Vic quem tentou dominar o mundo uma vez (fato visto em JLA X Titans: Technis Imperative). Orr também revela que a tecnologia de Ciborgue pertence ao governo (o que faz de Vic um "experimento não autorizado"), pois Silas Stone a vendeu como parte do acordo para salvar a vida do filho.

Vic ameaça expor o Projeto M à mídia, mas Orr afirma que esse é um programa confidencial, fazendo com que um vazamento de informação como esse seja considerado um Ato de Traição. Além disso, diz que poderia prender Vic por Terrorismo, já que nas filmagens dos ataques aos Laboratórios S.T.A.R. o público não poderia distinguí-lo de Ron. Por fim, Orr diz que Vic deve se dar por satisfeito de não ter suas próprias próteses confiscadas e diz para que ele saia do local. Vic se recusa, então Orr liberta Equus e o Gnu-Ciborgue.

Vic é ferozmente atacado pelas duas criaturas, mas é salvo por Supergirl, Moça-Maravilha, Miss Marte, Devastadora e Estelar. Orr diz a Asa Noturna que mande as garotas se afastarem, pois elas estão "sujando" propriedade do governo. Asa Noturna, Mutano, Besouro Azul e Kid Demônio cercam Orr, mas logo se vêem cercados por dezenas de soldados armados.

Ron diz a Vic que metade de seu plano era destruir o laboratório e isso já foi feito. A outra metade é trazer os soldados-ciborgues de volta ao país em segurança. Como encontra-se muito danificado, Ron pede a Vic que vá em seu lugar, usando as informações que ele baixou de seu banco de memória para encontrá-los.

Asa Noturna diz a Orr que eles não vão abandonar o resto time. Orr responde dizendo que ele possui um vídeo mostrando duas Titãs atacando pessoal militar dos E.U.A. e o avião presidencial (ele se refere a Supergirl e Moça-Maravilha, conforme visto em Teen Titans #48 e #49 e na mini-série Ataque das Amazonas). Asa Noturna questiona o fato de Orr não estar vestindo um uniforme que o identificaria como um militar e pergunta aos soldados se eles planejam atirar em crianças para proteger experimentos que visam substituí-los no futuro. O líder dos soldados ordena que os outros baixem as armas e cuidem dos feridos. Orr se retira, dizendo que Asa Noturna só piorou a situação para seus amigos.

Com a ajuda de Ravena, Vic é teletransportado para uma zona de batalha no Oriente Médio: a última localização conhecida dos colegas ciborgues de Ron. Enquanto isso, Orr retorna trazendo consigo Ciborgue 2.0 (visto pela primeira vez no arco Titãs do Amanhã e possuidor de um design ligeiramente inspirado no Ciborgue do desenho animado Jovens Titãs).

Opinião

A primeira edição da mini-série foi focada em história. A segunda, focada em ação. A terceira misturava ação e história de forma equilibrada. Nesta quarta edição, a história é novamente prioridade, mas também existe boa quantidade de ação.

Além disso, cada Capítulo foi centrado ao redor de um tema específico. O primeiro fez uma recapitulação da vida de Vic e de sua transformação em Ciborgue. O segundo focou a relação dele com os Titãs. O terceiro foi a re-introdução de Ron, estabelecendo-o como um personagem completo e profundo.

Neste quarto capítulo, o tema é o Projeto M. Aqui finalmente descobrimos a verdadeira extensão desse programa governamental, seus objetivos e suas implicações. E ele é realmente grande.

Sable nos presenteia com uma trama cinza e complexa, costurada com diversos elementos do Universo DC. Não sei se a conexão entre Equus e a tecnologia de Vic já havia sido mostrada anteriormente, mas se não, este foi um Retcon muito bem vindo. A re-aparição de Ciborgue 2.0 também foi uma grata surpresa e estou ansioso para saber mais sobre ele. Além disso, vemos novamente referências a saga JLA X Titãs e até mesmo a Ataque das Amazonas, Titãs do Amanhã e Um Ano Depois. Também destaco o "momento filosófico" de Vic ao chegar no Oriente Médio, algo muito bem sacado.

Novamente volto a ressaltar como os personagens agem baseados em convicções perfeitamente plausíveis e compreensíveis. Sarah se envolveu no projeto para salvar outras pessoas que também tenham se ferido gravemente (provavelmente ela está se referindo a sua sobrinha LeTonya, que tornou-se Cyborgirl ao ter sua vida salva com a mesma tecnologia cibernética e que deve aparecer ainda nos próximos capítulos da mini-série). Mesmo Orr, que é o aparente verdadeiro antagonista da trama, apesar de encarnar o arquétipo do militar arrogante e inescrupuloso, possui convicções que justificam suas ações de forma plena e convincente.

A aparente morte de DeShaun no capítulo anterior foi um recursinho safado para criar um "Cliffhang". Apesar disso, fico feliz que ele tenha sobrevivido (matá-lo apenas pra abrir caminho pro Vic recomeçar alguma coisa com Sarah teria sido bem pior, na minha opinião).

O Besouro Azul poderia ter neutralizado facilmente aqueles soldados (com certeza o Escaravelho lhe daria dezenas de formas - a maioria letais - de fazer isso) ou protegido os outros Titãs dentro de um campo de força (sendo capaz de bloquear cinco rajadas simultâneas lançadas pelos cinco anéis Sinestro usados por Starro, metralhadoras não seriam grande desafio), mas isso não é realmente importante.

A arte melhorou em comparação com a edição anterior, mas ainda confunde em alguns momentos. A colorização é estranha em alguns pontos, especialmente na capa (destaque para Miss Marte, com cabelo moreno e pele não-verde), mas nada muito grave.

Saldo Final: Este é mais um excelente capítulo de uma excelente série. O capítulo consegue transmitir a devida sensação de importância ao Projeto M e o clima de "sujeira governamental" é bem trabalhado. A mini-série está se aproximando de sua conclusão de forma promissora.


9 comentários:

Tarcísio Aquino disse...

Mais uma vez...
Ótimo review...
Vc deixa claro sua opinião muito após discorrer os fatos...
Eu, particularmente, estou gostando da mini... Muitas coisas esclarecedoras....

thiago disse...

Parabéns pelo review, ficou muito bom.

Também tô gostando muito da mini, tudo tem seguido uma ótima lógica e uma boa continuidade com fatos passados (pena que no momento cronológico "errado"), porém achei essa edição um pouco arrastada em certos pontos, na anterior, teve muito mais explicações e andou de uma maneira muita mais fluida, aqui umas partas ficaram meio truncadas, parece que tinham que mostrar o resto dos Titãs com urgência, aí trouxe problemas como o caso do Besouro e os soldades que você mencionou.

Já os desenhos acho que cairam muito da edição anterior, que passavam mais a idéias de sujeira e destruição das cenas agora simplesmente ficaram incompreensível em certos pontos, sem falar muito inconsistentes e certos pontos (como a aparência do Vic, que, fora dos flashbacks, aparece com um visual diferente do atual do Mckone e do nada volta, sem falar que a roupa do Ron também muda, o besouro que tá muito mal desenhado e a Kory que as vezes parece um anão.) parecem ter sido feitos as pressas. Um desenhista melhor pra série a tornaria muito mais interessante. (Esse Magno é brasileiro mesmo? Não consegui achar nada sobre ele fora do homônimo Rei =P)

Tarcísio Aquino disse...

O Magno é gaúcho. Depois vou pesquisar sobre ele e te falo.

Eddy Barrows disse...

Oi Pessoal, tudo bem??, esclarecendo os fatos, o Carlos Magno é de curitiba ( Paraná ), tive a oportunidade de conhece-lo pessoalmente no FIQ ( festival internacional de quadrinhos ), ele é um grande desenhista, talvez pela falta de um prazo decente pode ter prejudicado o seu trabalho, o artefinalista também não ajuda muito e as cores estão bem fracas, muito vivas e espalhafatosas, infelizmente é dificil fazer algo bom com prazos curtos, as vezes até desumano, tendo que virar noites sem dormir pra entregar o trabalho no prazo, vida de quadrinhista não é facil.
Quando isso ocorre comigo, penso no leitor primeiramente, ele não tem culpa se os parzos estão em dia ou atrasado, tudo o que ele quer é ver uma boa historia e os desenhos bem feitos, então faço o que posso dentro do prazo estipulado.
Abraços
Eddy Barrows

Tarcísio Aquino disse...

Pronto... Não preciso mais pesquisar. ehhehe
Obrigado, Eddy.

thiago disse...

Valeu Eddy e Tarcísio.
Ele não tem nenhum site com amostras do trabalho dele ou deviantart? Gostaria de ver como é o trabalho dele mais elaborado.

Ed Ferreira disse...

O Sable postou no DC Boards o seguinte comentário:

"I hope you'll all check out the only book where Cyborg isn't in a floating wheelchair;)"

BWAHAHAHAHAHAHA!!!

Tarcísio Aquino disse...

Bwahahahah....
Adoraria ver a cara do Winick ao ler isso (se ele lesse, né!)

thiago disse...

Puts, bwahahaha, mas é mesmo, é a segunda vez que o Winick coloca o Vic na cadeira do inimigo do Dr. Who.

Segundo o próprio, ele até dá uma olhada em fóruns, mas não acompanha, e diz que não se considera um autor "polêmico" ou "panfletário".