7 de set de 2008

SPOILER - Titans #04 - Review

Family Affair Parte 3:
Daddy's Little Boys


Argumento: Judd Winick
Desenhos: Joe Benitez
Arte Final: Victor Llamas, Oliver Nome, Edgar Delgado
Capa: Joe Benitez, Oliver Nome, Edgar Delgado

Após um mês de adiamento, três semanas de atraso, uma mudança de editor e muita polêmica, Titans #4 finalmente chega às bancas. Em resposta a péssima recepção dos capítulos anteriores, esta edição foi parcialmente modificada, enquanto a vindoura edição #5 foi totalmente refeita.

Sinopse:

Continuando do último capítulo, os Titãs são surpreendidos pela chegada inesperada dos filhos de Trigon. Nenhum dos Titãs esperava que isso acontecesse. E havia três filhos de Trigon. Os Titãs esperavam que houvesse apenas um. Mas havia três deles. Três crias demoníacas, cada uma incorporando o poder de um Pecado Mortal. Algo muito difícil de acreditar. Sério.

(Desculpem a redundância e o sarcasmo, mas já que essas informações ocuparam quatro páginas - ou seja, um quinto da revista - julguei que elas mereciam destaque na sinopse. Especialmente porque elas constituíam o preview lançado pela editora para essa edição).

Os filhos de Trigon são Jacob, Jared e Jesse (filhos de mães diferentes, apesar da aliteração), que incorporam respectivamente os pecados da Luxúria, da Ira e da Inveja.

Jared assume uma forma musculosa grande e grotesca e avança contra os Titãs, acompanhado de Jesse. Um portal criado pelos filhos de Trigon começa a se abrir em pleno ar, com objetivo de permitir que o pai deles chegue até a Terra. Ravena fica fraca e incapacitada, pois seus meio-irmãos estão usando-na para abrir o portal. Mutano permanece ao lado dela ao invés de se unir aos outros no combate.

Estelar, Asa Noturna e Arqueiro Vermelho atacam Jared, enquanto Donna é atacada por Jesse. Com seu poder sobre a Inveja, Jesse demonstra a capacidade de assumir a forma daquilo que seus adversários mais invejam. No caso de Donna, ele se transforma na Mulher-Maravilha. Jacob usa seu poder sobre a Luxúria para fazer com que Donna e Flash sintam-se atraídos por ele e lutem um contra o outro por causa disso.

Estelar é atacada por Jesse, ainda em forma de Mulher-Maravilha. Asa Noturna incapacita o Flash, vestindo um saco de pano marrom na cabeça dele, e em seguida diz a Donna que Jacob adoraria que ela arremessasse o Flash contra Estelar. Donna faz isso, mas o velocista é pego por Jesse, que usa seus poderes para a assumir a forma daquele que Wally mais invejaria: Barry Allen no auge de seus poderes. Asa Noturna suspeitava que isso aconteceria e esperava que Jesse fosse incapaz de controlar a grande velocidade de Barry, o que de fato ocorre.

Jared chama seus irmãos de volta, para que se reagrupem. Em seguida, ele dispara um raio de energia que atinge Ravena. Então ele revela que Ravena é apenas a faísca para abrir o portal, mas a chave ainda é necessária. Mutano é a chave, pois ele carrega uma parte demoníaca dentro de si (remanescente da Semente de Trigon que Ravena Negra plantou nele em New Titans #114). Mutano também é atingido por uma rajada de energia, transformando-se em um demônio verde.

Com isso, a barreira entre mundos começa a enfraquecer e Trigon prepara-se para atravessar. Entretanto, ele é traído por seus filhos que, aproveitando-se da situação, drenam o poder dele. O portal começa a se fechar e, enfraquecido, Trigon declara que não estará apto a ativar o feitiço novamente durante séculos. Por causa da traição, Trigon diz estar muito orgulhoso de seus filhos e os aconselha a fugir e aprenderem a usar suas novas armas antes de guerrearem. Eles seguem o conselho e se teleportam para fora de cena.

Adiante, é revelado que a traição deles contra Trigon foi induzida por Ravena, que usou seu poder sobre o pecado da Cobiça para compeli-los a roubar as forças de Trigon, sem que percebessem que o demônio estava em sua pior forma e com uma quantidade quase nula de poder. Entretanto, usar essa habilidade provoca em Ravena um grande mal-estar (que, segundo ela, durará uma semana), fazendo com que ela vá ao banheiro e vomite repetidas vezes. Gar permanece ao lado dela para ampará-la nesse "momento de dificuldade".

Posteriormente, os Titãs reúnem-se para conversar sobre os últimos eventos e falam sobre como foi bom estarem reunidos novamente e como eles não são um time, mas uma família. Desta forma, eles decidem que gostariam de passar mais tempo juntos.

Essa decisão é selada com a frase "Titans Together, Together Forever!".

Opinião

Comparando Titans #4 com a solicitação da editora para esse capítulo, é possível perceber algumas das alterações que foram feitas em relação a versão original. Segundo a solicitação, Trigon retornaria neste número, entretanto isso não ocorreu. De fato, Kurt Busiek havia anunciado na WonderCon 2008 que o demônio retornaria mais perigoso do que nunca e chamando a si mesmo de "Quadragon", mas talvez isso também tenha sido reconsiderado. A solicitação também informava que um dos Titãs se sacrificaria, mas isso também não ocorreu (talvez o comentário que Ravena fez a respeito de sacrifícios heróicos seja algum tipo de piada interna sobre o assunto).

Falando sobre o conteúdo deste capítulo em si, vou me dividir em dois níveis: enquanto um capítulo individual e como uma conclusão de arco (talvez o próximo capítulo seja a verdadeira conclusão do arco, mas deixemos assim).

Enquanto capítulo individual, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a redundância de certos diálogos, especialmente nas quatro primeiras páginas, onde a todo momento o leitor é relembrado, da maneira mais rasa e enfadonha possível:
  1. Que os inimigos são filhos de Trigon;
  2. Que eles estão em três;
  3. Que eles possuem poderes dos três Pecados Mortais;
  4. O Pecado específico ao qual cada um deles está conectado.
Até mesmo Tiny Titans e os outros títulos Johny DC conseguem ter mais sutileza do que alguns dos diálogos que explicam quem são os inimigos e o que eles querem. Diria até que essas falas conseguiram ser mais redundantes e repetitivas do que as da novela de mutantes da Rede Record.

Geralmente, explicações veladas sobre os últimos acontecimentos visam tornar a leitura amigável a leitores que estejam pulando abordo no meio da história, sem tê-la acompanhado desde o começo. Entretanto, a esta altura do campeonato, a DC deveria estar mais preocupada em manter os leitores que esse título ainda possui do que em atrair novos em pleno final de arco. Além disso, existe uma grande descaracterização em certos diálogos: os personagens simplesmente falam, mas sem demonstrar uma voz pessoal que os distinga entre si.

Curiosamente, os melhores diálogos do capítulo pertencem Gar e Ravena, justamente os personagens que tiveram as piores falas e caracterizações nos capítulos anteriores. Mesmo que suas frases não estejam excepcionais, elas cumprem seu papel, sendo relevantes a trama, transmitindo grandes doses de personalidade e gerando uma boa interação entre eles. Além disso, Gar já não está mais tão xarope e inconveniente e Ravena não está mais tão agressiva, tornando ambos mais agradáveis. Talvez isso também seja conseqüência das recentes alterações que o título sofreu.

Ao contrário dos capítulos anteriores, centrados em história, esta edição concentra-se em ação, com pontos altos e baixos. Os poderes dos filhos de Trigon são estranhos e sem-noção. Lúxuria, que teoricamente está relacionada a libido e desejo sexual, é utilizada para fazer com que Wally e Donna lutem entre si, pois ambos passaram a sentir-se atraídos por Jacob. Manipulação emocional e controle mental são coisas diferentes, de forma que é meio difícil engolir que um homem heterossexual casado e pai de dois filhos lutaria contra uma amiga de infância porque subitamente ficou cheio de tesão por um meio-demônio de quatro olhos (além de ser uma idéia de péssimo gosto). Em Titans #3, Roy, Gar e Ravena haviam sido induzidos a lutar entre si através do pecado da Ira, de forma muito mais crível e bem-feita. Ira concedendo grande força é o único poder coerente mostrado, mesmo que não seja lá muito original. Agora, Inveja foi o mais forçado de todos. Imaginem a seguinte cena: Jesse encontra uma criança de seis anos de idade que sonha em ser o Superman. Pronto! Agora ele tem os poderes do mais poderoso herói do Universo DC.

Além disso, a idéia de conectar os filhos de Trigon aos conceitos de Sete Pecados Capitais é, no mínimo, equivocada. Reticonar Ravena como possuindo essa mesma conexão, idem, mesmo que isso seja um mal necessário para justificar o plot. Resta saber se Ravena tem acesso a todos os pecados ou se, a partir de agora, ela é a incorporação da Cobiça. Além de tudo, "as encarnações de três dos Sete Pecados" soa como um plot manco, perdendo o grande parte do simbolismo implícito quando são usados todos os sete (e não, eu não quero que apareçam mais quatro filhos de Trigon só pra completar o número). Algo que certamente não vai ajudar a já calejada reputação de Winick é o fato dele já ter trabalhado a temática dos Pecados Capitais durante seu tempo a frente de Renegados (mais especificamente, em Outsiders #30).

As seqüências de combate são boas em alguns momentos, mas falham terrivelmente em outros. A "grande idéia" de Asa Noturna para derrotar Jesse é, no mínimo, boba e forçada (além de não explicar porque do poder da Luxúria sobre Wally ter sido dissipado). Não seria mais simples, rápido e coerente atacar Jacob com tudo, desde que ele ficou parado no mesmo lugar o tempo todo? Já a idéia de Gar ser necessário para a abertura do portal foi um bom toque, embora eu acredite que vários leitores preferissem esquecer do infame arco das Sementes de Trigon.

As três últimas páginas são, sem dúvida, o que todos estavam realmente esperando desde que a série começou e elas cumprem seu papel. Entretanto, pelo fato de sabermos que mês que vem será revelado um traidor entre os Titãs (e que esse traidor provavelmente está entre aqueles oito mostrados na última página), a cena perde parte da sua "magia".

A arte segue o padrão visto em Titans #3, superando-na em alguns pontos. Não chega a ser realmente ruim, mas muitos podem discordar da viabilidade dela para este título em específico. Reparando em certos detalhes, é fácil notar que existem páginas da versão original do capítulo 3 misturadas com novas páginas, feitas após as mudanças no rumo da série. Aparentemente, também há ilustrações de Titans #2 e #3 que foram modificadas e reaproveitadas, com o objetivo de cumprir os prazos de publicação. Existem algumas discrepâncias entre os quadros, mas nada que atrapalhe ou que se compare a Titans #2. De qualquer forma, isto não faz tanta diferença já que esta será a última edição ilustrada por Joe Benitez.

Agora falarei da revista enquanto uma conclusão para o arco.

Antes de mais nada, é preciso lembrar que todos os capítulos de Titans publicados até agora, incluindo Titans East Special, são uma desculpa. Uma justificativa para reunir o grupo de novo (mas sem nenhum demérito quanto a isso). Esse arco inicial deveria ser um meio de ir do Ponto A ao Ponto B, onde o "Ponto A" seria Titans East Special, na cena onde Vic tenta reunir o grupo como uma equipe de heróis, mas eles se recusam por motivos variados, e o "Ponto B" equivaleria as três últimas páginas de Titans #4, onde o grupo decide que não devem formar uma equipe, mas mesmo assim querem passar mais tempo uns com os outros, como uma família. Até aí nada de errado.

O problema é que o trajeto de A até B foi muito pouco convincente. Em Titans #1 os Titãs mau se falaram. Em Titans #2, eles estavam constrangidos e incomodados uns com os outros. Em Titans #3, eles foram compelidos pelos filhos de Trigon a dizer coisas desagradáveis uns para os outros (ou no caso de Dick, transar com Kori apesar dele já estar em um relacionamento com outra pessoa). Simplesmente não houve nenhum momento "família" que mostrasse que eles realmente gostassem de estar reunidos (e a boçalidade de Gar nos capítulos anteriores poderia compeli-los na direção contrária).

Além disso, o desenvolvimento da trama foi muito instável, pulando de plot em plot sem se preocupar em fechar os anteriores. Por exemplo, em Titans East Special, Vic e sua equipe são atacados por rajadas de energia vindas de lugar nenhum. Em Titans #1 e #2, Titãs ao redor de todo o mundo estão sendo atacados por monstros demoníacos diversos. Em Titans #3, eles tem suas emoções manipuladas de forma sutil, sem que percebam. E em Titans #4, durante o confronto decisivo, os filhos de Trigon exibem uma série de poderes esdrúxulos. Nem parece que os Titãs estavam enfrentando os mesmos adversários desde o começo, uma vez que seus poderes e formas de ataque mudavam a cada edição e não voltavam a ser vistos. Não vou enumerar todos os buracos de plots que sobraram ao fim do arco, mas eles certamente podem atrapalhar aqueles que gostam de tramas mais coerentes (como eu).

Saldo Final: Este capítulo está com toda certeza longe da perfeição, mas gostar ou não dele vai depender em muito do que o leitor busca ao ler revistas em quadrinhos. No meu caso, eu dou importância principalmente a trama e aos plots, além de não ligar tanto para as ilustrações quanto a maioria. Desta forma, acabei gostando menos ainda dessa edição do que de Titans #2 (por culpa dos filhos de Trigon, na maior parte) e achei ela que fechou um arco que começou bem de forma péssima. Mas isso é o meu gosto pessoal. Apesar de não ter gostado tanto dessa edição por causa da trama fraca, eu reconheço que houveram muitos progressos em relação as duas últimas, tanto em texto quanto em arte, indicando que talvez as mudanças de rumo no título realmente estejam tendo efeito.

Seja como for, tudo que aconteceu até aqui serviu apenas para chegarmos as três últimas páginas dessa edição. Esperemos que o que vier depois delas seja melhor.


3 comentários:

Tarcísio Aquino disse...

Ótimo review, como sempre!

Bom, concordo muito com o Ed sobre o resultado final do arco, mas também com a evolução em parte dessa última edição.

Na minha opinião, Trigon sempre foi muito poderoso e o que me incomodou foi a reação que os Titãs apresentaram perante a ameaça. Ou seja... o Gar fazia piadas ridículas o tempo todo, Kory e Donna falaram de 'moda', Ravena estava de TPM o tempo todo... Não dava pra entender... Se Winick queria trazer o aspecto família, ficou muito longe disso.

Outra coisa, em muitas páginas, ao longo do arco, haviam apenas um ou dois paineis. O arco todo poderia representar apenas duas edições. Gostaríamos de ver vários outros Titãs sendo caçados e teria muito mais sentido eles sendo ajudados por outros Titãs, como foi o caso da Argenta.. Mas não... A Trindade tem que estar em todo lugar. Batman salvando o Detonador foi ridículo, pois o Grant está com a JSA, além da Jesse fazer parte do mesmo grupo. E onde foi que a Abelha recuperou o tamanho real? Sendo atacados no mar???????????????
Pelo menos mostraram o Leonid...

Ao contrário do que o ED pensa em relação aos outros leitores, eu gostei de terem trazido a situação das Sementes de Trigon. Sempre gosto das referências antigas, mesmo que tenha sido um pé no s.....

Fizeram o mesmo na mini do Vic, sobre o Império Technis e eu adorei...

Bom, esse arco só serviu para trazer nossos queridos personagens de volta e as últimas três páginas da edição 4 valeram todo o arco. Se bem que o one shot Titans East Special foi muito legal.

Eu acho q o resultado final é bem positivo, pois isso mostrou ao Winick que com nós, fãs, não se brinca e que queremos respeito com os personagens, além de mostrar que estamos acostumados com artistas clássicos para o título. Não artistas clássicos literalmente, mas sim com o estilo clássico.

O Título tem um nome muito importante (Trigon já dizia.. rssss), por isso acho q eles precisam de respeito.

Embora eu odeie a tirania DIDIO, acho q ele tem a capacidade de consertar as coisas...

E semana que vem teremos Julian Lopez na arte. Um alívio...

Abraços.

thiago disse...

Bem, concordo em grande parte com o Ed e o Tarcísio sobre como se desenrolou o arco, como nada parece fazer sentido e tudo mais. Porém achei que essa últimas 4 páginas de uma vergonha alheia total, foi praticamente um: "Meu, como a gente é burro, estamos a tanto anos no meio e passando mó vergonha...quer sabe? Vamos voltar a andar junto denovo?"...O Motivo do final de JLA/Titans foi muito mais plausível e elaborado, eles enfrentaram uma ameaça digna deles (Foi realmente muito bocó o Batman salvando o Grant de gente capaz de derrubar esse na facilidade...) e mostraram que eles faziam a diferença, seja pra ajudar um membro da família ou durante alguma ameaça realmente importante (A função desde os Titans de W/P sempre foi a de olhar pro lado que as outras equipes não prestavam atenção, não era por que a Liga enfrentava o Darkseid que o grupo tinha que enfrentar ladrões de banco qualquer). A "luta" final foi bem as coisas do gibis de 5 minutos que o Winick faz: Sentido zero....por que diabos os 2 mais rápidos e mais fortes não foram enfrentar o monstro gigante no lugar do magrela? Dick colocou lanterna na boca dele e o Roy atacou com cola? Spray de pimenta nos olhos? O cara vira quem os outros tem inveja? Realmente não faz a mínima lógica nisso...

Sobre como se dividiu as edições anteriores: Pura enrolação, da metade do Special East com um flashback que não mostrou absolutamente nada aos diálogos descolados e redundantes da edição 4 foi só besteira. Na primeira parecia que eles iam enfrentar uma ameaça digna, na primeira edição, depois de sobrar uma brisa sobre os personagens "descobrimos" que era o Trigon, na próxima descobrimos que era ele com seus novos filhos(que, convenhamos já aconteceu antes não?), na outra descobrimos que a verdadeira ameça era só os novos filhos, que Trigon Iggy Pop tava meio quebradaço, aí nessa descobrimos que a verdadeira ameça é o Trigon mesmo, porém, no fim descobrimos que na verdade era realmente seus filhos a ameaça.....nossa, e eu reclamava daquela robô Braniac e do Cérebro/Mallah em Outsiders, puts =).

Após tantos meses de atraso entre o Special e a edição 1, após tantos meses de atraso entre a edição 3 e a 4, para ser reescrita, a falta de respeito dos editores com os fãs do título parece que vai acabar...ou não...já que o escritor teve a idéia excelente de trazer outro traidor para a equipe. Mas pelomenos a arte vai melhorar, isso já é um ponto positivo em um todo.

A arte nessa edição realmente foi uma tremenda safadeza, dos olhos que mudam de cor, para imagens redesenhadas na má vontade e com cenas reaproveitadas para um desenhista, que, com sorte, não volta pra mais nada na editora é um alívio que o Lopez entra na próxima.

Como comentário final eu daria um 2 de 10 de nota final pra esse revamp (somente pela capa da edição 1 do Churchill, que eu compraria só pra fazer um poster) e diria do peito pra fora: Esse foi, de longe, o pior revamp da equipe, infelizmente.

Em alguem lugar, Peter David grita: Toma Didio!

Sandro Victoria disse...

Concordo com o que foi dito pelos três,a parte dos filhos do trigon foi de ruim demais,tinha hora que me doía só de ver os desenhos,mas como sou brasileiro e não desisto nunca,aquelas últimas três páginas me deram esperança para o próximo arco,que pode ser mais uma repetição quanto ao tema traidor,mas nos titãs sempre funcionou. Se dessa vez for bem conduzido,que é o que eu espero que aconteça,pode ser que o grupo se torne,de novo,os TITANS que a gente está acostumado.