30 de ago de 2009

Blackest Night: Titans #01 - Resenha

When Death comes knocking

Autor: J.T. krul
Artista: Ed Benes
Arte-Finalista: Rob Hunter, Jon Sibal e JP Mayer

Resenha

A estória se inicia no "Dia dos Heróis" - data que o mundo, no UDC, passou a comemorar para celebrar os heróis falecidos que deram a vida para salvar o mundo. O dia escolhido foi a data em que Superman morreu pelas mãos do Apocalipse.

Os Titãs se encontram na Torre Titã de São Francisco, no 'Memorial Room' celebrando seus amigos que já morreram. Na sala podemos ver estátuas de Rapina (Hank Hall), Columba (Don Hall), Marvin, Aquagirl (Tula), Terra, Bebê Gnu, Osíris, Sina e Águia-Dourada. Donna conversa com Cassie, falando sobre o comportamento das pessoas perante suas perdas. Ela diz que alguns querem vingança, enquanto outros se isolam ou simplesmente tentam ignorar de alguma forma. Neste momento, aparecem: O Exterminador - que ainda assassina membros da C.O.L.M.E.I.A. como vingança pela morte de seu filho Grant Wilson, o primeiro Devastador; Estrela Vermelha, que prefere se isolar, tomando uma dose de vodka ao se lembrar de Pantha e do Bebê Gnu; e Rose Wilson, a Devastadora, que aparece logo após ter feito amor com alguém.

Em seguida, Donna completa dizendo que muitos heróis trapacearam a morte, incluindo ela mesma. Ela continua dizendo que as mortes de seu ex-marido, Terry Long, e de seu filho, Robert Long, foram injustas. Concomitantemente, Kory aparece dizendo ao Mutano que Terra não merecia uma estátua entre os outros Titãs, pois a mesma havia tentando assassiná-los. Garfield se irrita, dizendo que Terra poderia ter se tornado uma grande Titã se não fosse pelo Exterminador.

Concomitantemente, Dawn e Holly Granger - Rapina e Columba - conversam sobre Hank Hall. Holly passa a criticá-lo, mas Dawn diz que ninguém o conhecia tão bem quanto ela, pedindo que Holly parasse de competir com o falecido Titã.

Mais tarde, os anéis negros aparecem recrutando Hank e Don Hall em seus túmulos, em Washington. Ao tentar chamar por Don, o anel refere que o mesmo se encontra em paz, enquanto se nota que o túmulo de Hank já se encontrava vazio. Então, Dawn e Holly encontram uma pomba e um falcão mortos no chão. Elas se transformam em Rapina e Columba e se deparam com um enfurecido e irônico Rapina. Eles passam a se enfrentar e Hank se indigna ao ver que havia sido substituído por Holly. Então, Hank Hall, como um Lanterna Negro, analisa as auras de Dawn e Holly. Holly apresenta o espectro de ira, numa coloração vermelha, enquanto a aura de Dawn aparece branca, sem designação alguma.

Ainda em São Francisco, Gar se encontra na enseada da baía onde se situa a Torre Titã, lamentando-se pela morte de Terra. Surpreendentemente, ela aparece para o transmorfo, que se espanta e fica confuso. Ela diz que sentia muito ter ajudado o Exterminador na traição aos Titãs e que decidiu se ausentar por um tempo. Entretanto, Cyborg e Estelar notam que outro Lanterna Negro, a Lilith, estava, telepaticamente, fazendo com que Garfield enxergasse Tara com ela era e não como a zumbi que se tornou. Assim, Vic e Kory enfrentam Lilith, que diz que os Titãs sempre tentam acabar com a felicidade de seus amigos. Neste momento, Garfield percebe que estava sendo enganado e, ao mesmo tempo, Terra tenta extirpar o coração de Mutano. Neste ínterim, Donna, tentando dormir, é surpreendida por um choro de bebê. Ao se levantar, ela se depara com um carrinho de bebê.

Em Washington, Rapina e Columba ainda enfrentam Hank Hall, que acaba enfiando sua mão no peito de Holly, arrancando seu coração, aparentemente.

Continua na próxima edição.

Opinião

O autor parece conhecer e respeitar totalmente a história do grupo. Já disse isso na resenha de TITANS #15, mas torno a repetir. Krul deveria ter sido escolhido para escrever os Titãs desde seu relançamento, ano passado. Com certeza, há alguma interferência editorial, mas nota-se que muito do passado foi respeitado, como "O Contrato de Judas" e o relacionamento entre Dawn e Hank.

A leitura é rápida, mas não tira a excitação ao ler cada balão de cada página. Há tempos não víamos um destaque especial para Rapina e Columba. Pelo que me lembro, a última vez que vi certo holofote em Dawn, foi em JUSTICE SOCIETY OF AMERICA, quando ela "voltou" da morte. Holly parece representar bem a caracterização sarcástica e violenta de "Rapina", entretanto, gostaria muito que Hank retornasse como o Rapina.

É evidente a tristeza de Donna em relação à perda de Terry e Bob, o que foi retratado maravilhosamente por Krul e Benes. A aparição de Terra para Gar foi um show à parte. Tara, com a ajuda de Lilith, é capaz de convencer Gar que ela havia retornado, arrependida. Vale lembrar que Tara sempre foi uma atriz nata, mas com a ajuda dos poderes de Lilith, isso ficou muito mais fácil, escondendo sua aparência "zumbi". Gostei muito de ter visto a Lilith entre eles. Tomara que ela não passe de mera coadjuvante, como sempre foi, nesta estória. Quero ver a Quartzo também.

Nós, leitores mais antigos, estamos felizes ao ver lampejos do passado. Foi incrível ver Slade ainda se vingar pela morte de Grant, seu filho; e ver Leonid se lamentando por Pantha e Bebê Gnu. Já Rose, foi um caso à parte. Estou muito curioso para ver o destino desses personagens ao fim da série. Seriam os novos membros do grupo liderado por Slade? Espero que sim.

Bart também teve seu destaque. Ele diz que sua vontade era que todas as estátuas fossem destruídas.

Em relação à arte, posso dizer que não me surpreendi com a qualidade. Ed Benes mostrou que pode melhorar a qualidade de seu trabalho, que parecia estar cansativo em Justice League. Benes tem maestria ao lidar com personagens femininos. Estelar emanava sensualidade nesta edição. O artista deveria ter assumido o título desde o início, em minha opinião.

Como é a primeira de três edições, devemos esperar para julgar o mérito da minissérie em si. Mas admito que estou muito excitado e ansioso pelas próximas edições.

6 comentários:

Tiago Cordeiro disse...

Tarcísio, uma dúvida: como a Dawn voltou depois do fim de "Armagedom 2001"?

Tarcísio Aquino disse...

Olá, Tiago.
Verifique no perfil dela. Tem tudo explicadinho... :)

http://torretitan.blogspot.com/2006/10/columba-ii-dawn-granger.html

vitor costa disse...

po tambem adorei a ediçao ainda bem que nao foi so fogo de palha

Weber Carvalho disse...

A arte de Bennett fez maravilhas nos Titãs, principalmente na Cassie!

Agora, o Benes tá humanizando os personagens de uma maneira fenomenal! A Donna está realmente sentindo a perda dos seus! Nem era necessário balões p/ passar essa mensagem! Como nos desenhos do Estrela Vermelha e do Slade!

Tb tô ansioso p/ seguir essa saga!

Tarcísio Aquino disse...

Exatamente isso o q eu quis dizer no comentário, Weber... Não precisa diálogo... Benes mandou bem demais...

thiago disse...

Gostei bastante da edição, principalmente por já não começar na "carona" da BN 2 e privilegiando mostrar as repercursão do "Dia dos Herois" das primeiras páginas de BN. Adorei a cena com a Lilith/Terra (até medo de pensar como vai estar o visual da Lilith). Mas o mais profundo foi pra cena da Donna e seu filho (que, aliás, deve ter alguem "erro" aqui, uma vez que ele já era bem crescidinho quando morreu, com uns quase 4 anos, não?)! A imagem do carro de bebê ficou muito bem feita, Hitchcook puro.

Bem, sobre a arte: Não gosto do Benes, seus closes pornostyleoflife, sua arte datada 90's e o fato de todo mundo ter o mesmo rosto...mas aqui ficou bem legal. Como falaram, ele deixou de lado o desleixo dele da época pós-Meltzer de JLA e melhorou muito na expressão corporal. Só o fato de não ter nenhuma capa com todo mundo caído como em posse de capa central de revista porno já ajuda uns 200%. Parte falha para a grande quantidade de arte-finalista (tem páginas que até as rachaduras típicas dele são mudadas) e pra colorização (interior, a da capa é ótima) muito fraquinha.

Por mim o Krul ficava como roteirista.