30 de out de 2009

TITANS #18 – Resenha

Alone in the dark

Roteiro: Brian Q. Miller
Arte: Angel Unzueta
Arte-Final: Wayne Faucher
Cores: Hi-Fi Design

Resenha

A edição inicia-se apresentando um novo culto ao demônio Trigon. Seus acólitos preparam o mesmo ritual em que Arella foi submetida, anos atrás (quando ela engravidou-se de Ravena). Aparentemente, uma garota foi capturada e levada ao ritual em Gotham City. Neste ínterim, Ravena surpreende a todos, lutando contra os acólitos e libertando a garota. Juntas, elas correm ao mesmo templo em que Arella buscou refúgio, tempos atrás.

Uma vez lá dentro, a jovem garota se revela o irmão de Ravena - Inveja. Durante uma luta ferrenha, ele tenta convencê-la que os Filhos de Trigon são sua única família. Ravena, por sua vez, reafirma que sua única família é os Titãs e promete impedir sempre a intervenção de seu pai - Trigon - na Terra. Em seguida, ambos seguem seu caminho separadamente.

Já no Complexo Titã, em New York, Ravena acorda e sente falta dos outros Titãs, que têm o hábito de tomar café juntos. Todavia, Wally a encontra e diz que todos estão fora do complexo, aproveitando o dia. Ao encontrá-los, ela vai ponderando sobre a atual condição dos integrantes do grupo e de sua história, chegando à conclusão que, embora eles se amem, cada um está passando por um momento singular em suas vidas, o que a faz se sentir um pouco só.
Em seguida, ela vai de encontro ao Mutano, que está preparando sua ida à Torre Titã de São Francisco. Ele diz a ela que está preparado para liderar o grupo mais jovem e que ela só fica sozinha se quiser, deixando espaço para seguir com ele.

Opinião

Brian Q. Miller demonstrou conhecer os novos pontos que Geoff Johns criou para a personagem, aproveitando muito bem o gancho, como por exemplo, a jarra de água no Templo de Gotham. Entretanto, não me agradou as artimanhas marciais de Ravena, que sempre foi pacifista e poderia ter salvado a "garota" de outro modo. Bom, isso não me surpreende mais, uma vez que a personagem vem se descaracterizando à cada dia.

Outra possível falha é insistir nos Filhos de Trigon. A fórmula "o-terrível-vilão-pai-de-Ravena" já foi usada o suficiente para que não perdesse a importância. Acho um equívoco manter essa proposta. Por que não explorar Ravena de outro modo?

Um ponto positivo na narrativa foi o fato de Ravena demonstrar total afeto aos companheiros. Interessante como Miller retratou as atuais fases dos personagens, como a frustração omissa de Donna, Victor e a nova namorada juntos e a Kory sozinha, por exemplo.

A edição, obviamente, teve o propósito de migrar a personagem para o título TEEN TITANS, o que já era o esperado.

Já em relação à arte, volto a repetir que Unzueta é um ótimo capista, deixando a desejar na arte interior.

Frase da edição: "Momentos como este são tão efetivos quanto meditações!" (Ravena conclui ao ver seus amigos juntos).

Nota: 6

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