27 de jul de 2010

SPOILERS - JLA: The Rise of Arsenal #04 - Resenha


Point of no Return

Roteiro: J.T. Krul
Arte: Geraldo Borges, Kevin Sharpe & Fabio Jansen
Arte-Final: Marlo Alquiza & Scott Hanna
Cores: Hi-Fi
Editor: Brian Cunningham

Resenha:

Trancafiado em uma instituição de recuperação - Virgil House - em Star City, Roy continua tendo visões de Lian, pedindo a ele que a vingasse. Roy, em meio a seus devaneios, diz à garota que ele a ama e que sempre fez de tudo para ela. Entretanto, a visão ainda o atormenta, pedindo que mate o Eletrocutor. Assim, Roy consegue escapar da instituição e se dirige à Penitenciária de Star City.

Arsenal é capaz de adentrar na prisão, enfrentando guardas. Ao se encontrar com o vilão que causou, indiretamente, a morte de sua filha, Roy o espanca, mas é interrompido pelo Arqueiro-Verde, que também estava preso na mesma penitenciária. Ollie tenta evitar que Roy cometa a vingança, tentando vários argumentos, mas seu ex-pupilo continua cego de ira. Então, Roy e Oliver se enfrentam em meio a uma luta violenta e argumentos ofensivos. Roy diz que superou seu mentor, mas mesmo assim, Ollie tenta impedir.

Infelizmente, Arsenal consegue se trancar somente com o Eletrocutor em uma das celas da prisão e, ali, ele assassina a sangue-frio o vilão. Ollie assiste a tudo, incrédulo.

Em seguida, Roy se encontra em sua casa, onde vivia com Lian. Novamente, o vigilante tem visões com sua filha, agora caracterizada como a garota doce que sempre foi. Ela pergunta ao pai para onde eles irão agora. Roy, em meio a prantos, diz à sua visão que agora ele tem que enterrá-la, ateando fogo na residência. Assim, ele se encontra nas ruas, tentando proteger, de forma violenta, as pessoas indefesas.

Opinião

Como fã do Arsenal há muito tempo, esta edição, ou se preferir, esta série me decepcionou. Esperava muito ao ver o potencial de Roy ser evoluído e torná-lo melhor sem ser necessário matar sua filha; trazê-lo novamente ao mundo das drogas e; utilizar o codinome que lhe garantia individualidade e "graduação". O potencial do personagem é enorme, baseado em sua história bem construída ao longo do tempo - sua história indígena (Navajo), ligação com agentes federais e mestre em qualquer tipo de armas.

Se a DC pretendia extraí-lo da alcunha de arqueiro para garantir uma singularidade ao Arqueiro Verde, por que não trazê-lo novamente ao lado bom de ser Arsenal? Ao invés disso, como a DC costuma fazer, resolveram explorar um lado dramático associado às perdas e derrotas. Roy poderia ser um espião ou até mesmo retornar à sua função de agente federal, o que lhe poderia garantir um certo "drama" com o Ollie. Mas preferiram explorar este relacionamento tornando-o um vilão or anti-herói (até agora não deu para entender seu status).

Durante as primeiras edições, que a meu ver foram lentas, mas interessantes, a conclusão põe tudo a perder. Agora, Roy se aliará a um grupo mercenário, ironicamente chamado de TITÃS. Se seu status for o de "anti-herói", por que não colocá-lo dentro daquela misteriosa floresta em Star City ao lado de seu "ex"-mentor? Afinal, eles não têm nada de diferente no momento. Aprecio muito o trabalho de Krul, mas é óbvio que foi novamente uma decisão editorial o caminho que seguiram. A editora parece não saber o que fazer com determinados personagens, principalmente com os do clã Titã. Ou vocês acham que Donna, Dick e Vic continuarão na Liga? [Risos]

Como diz um amigo, a DC está procurando uma "marvelização" para seus personagens (Dark Avengers, The Punisher, e por aí vai). O que os editores ignoram (ou não se importam) é que Roy já havia matado antes (vide o excelente especial ARSENAL SPECIAL ONE-SHOT).

Embora eu admire muito a atenção a que o personagem vem tendo ao longo dos últimos anos (exceto sua "involução" para Arqueiro Vermelho), o fato de torná-lo um especialisa em adagas me decepciona. Temo pelos demais sidekicks, uma vez que Roy parece ser o único deles que recebeu um tratamento "especial".

O autor, durante toda a minissérie, explorou fatos sagrados para os fãs, como o fato de Rose ter sido babá de Lian; aquela estória toda sobre o parentesco com Vandal Savage, etc. Isto foi sublime e gratificante. O roteirista é bom no que faz, mas é uma pena associar tal proeza na possível "ditadura" editorial da DC.

Temo pelo futuro do personagem, mesmo sabendo que, em alguns anos, toda essa fase será apenas lembrada como um ítem relacionado à toda desorganização proposital da DC. Desculpem aqueles que gostam da nova fase, principalmente os leitores novatos, mas os dias de prazer ao ler uma estória com real conteúdo parecem ter ficado para trás ou nas outras editoras. Naturalmente, não estou generalizando, pois adoro SECRET SIX, BIRDS OF PREY, além de outros. Mas é frustrante ver toda uma história editorial organizada estar ruindo desta forma, apenas para rejuvenescer e evidenciar a santíssima trindade e seus apóstolos escarlates e esmeralda.

Em relação à arte, admito que gostei bastante, mas houve momentos em que determinados personagens não eram ou foram caracterizados da mesma forma. Mas a dinâmica do artista é excepcional.

Bom, o saldo tende ao negativo, mas isolando a frustração acerca do personagem em si, o roteiro bem explorado e o dinamismo da arte me permitem uma nota 6. Apenas pelo fato de Krul utilizar apropriadamente dos fatos passados do personagem. Apenas por isso!

Agora é só esperar para ver aonde Roy chegará em sua "graduação".

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