10 de ago de 2010

Questão de Opinião: Gosto por Sangue

Eles já tomaram conta. É a nova moda. Estão nos quadrinhos (entre os mais aclamados), nos cinemas (entre as maiores bilheterias), nos livros (entre os mais vendidos), e na televisão (nas séries mais vistas e mais premiadas). Nós já os conhecemos de longa data. Mas agora, Vampiros têm uma cara nova.

Antes inimigos violentos e loucos por sangue, hoje alguns deles até bonzinhos são. Inimigos da luz e amantes da noite, alguns saem à luz do sol sem nenhum arranhão. Outros ainda derretem no sol e precisam de convite para entrar na sua casa, mas ao invés de se transformarem em morcegos, têm reflexo rápido e alta velocidade. Antes loucos por sangue, alguns abdicam da bebida natural por similares sintéticos. Antes bastava morderem um humano para transformá-lo num vampiro, hoje são processos mais complicados de “um-morde-o-outro”. Antes os vampiros é que perseguiam e bebiam o sangue dos humanos, hoje alguns humanos perseguem vampiros, roubam seu sangue e o vendem como uma droga alucinógena.

Essas são algumas mudanças que os clássicos “monstros” sofreram de alguns anos para cá com livros e filmes como a saga “Crepúsculo” e séries de TV como “Diários de Vampiro” (mais Teen) ou “True Blood” (mais adulta, aliás, bem mais), só para citar os mais famosos. Até tema de novelas brasileiras eles já foram. Quem não lembra de Vamp? Ou do mais recente O Beijo do Vampiro? Os Vampiros tem tomado conta em muitos ramos do entretenimento, inclusive um dos grandes títulos de quadrinhos da atualidade é sobre eles: American Vampire. E desenhado por um brasileiro: Rafael Albuquerque, desenhista da extinta revista do titã Besouro Azul.

Mas não é de hoje que os vampiros estão no mundo dos super-heróis. Aliás, no último número da Revista Mundo dos Super-Heróis (#22), na seção “ETC e tal”, Maurício Muniz, do blog Antigravidade, fala exatamente sobre os vampiros dos quadrinhos. Na coluna, Muniz, além de promover o novo livro sobre “Vampiros na Cultura Pop”, relembra os inúmeros heróis, tanto da DC quanto da Marvel, que já enfrentaram diversos tipos de vampiros. Além disso, ele comenta sobre as HQs da Marvel com histórias do mais famoso dos Vampiros, o Conde Drácula, pelos idos da década de 70, com roteiros de ninguém mais, ninguém menos, que a lenda Marv Wolfman (o que não deixa de ser inusitado: o “Homem-lobo” escrevendo sobre vampiros).

O que talvez poucos lembrem é que os Titãs já fizeram parte dessa onda vampiresca a muito tempo com um integrante da Tropa Titã: David Dagon, o Nosferatu.

A Tropa Titã veio do futuro para tentar assassinar Donna Troy e impedir que seu filho se tornasse o Lorde Caos. O plano não deu certo, pois o filho de Donna nasceu antes da intervenção da Tropa, porém juntos com os Novos Titãs, eles batalharam com o inimigo. Após esses eventos a Tropa não conseguiu mais voltar a sua linha temporal e ficaram em nosso mundo vivendo com Donna Troy e sua família em uma fazenda.

O Titã em especial, Nosferatu (referência a outro famoso vampiro, embora seu nome original seja Nigthrider), não se tornou vampiro por vontade própria, mas sim por meio de um experimento do governo de seu tempo que extraiu DNA dos ossos de Drácula e inseriu no corpo do jovem David. David se aliou a Tropa Titã, logo após.

David possui a pele branca como a maioria dos vampiros (recentes ou antigos) devido a serem criaturas já mortas e também se alimenta de sangue (embora muitas vezes não o humano). Ao experimentar o sangue de Estelar ele adquiriu a capacidade de reverter sua aversão a luz. Nosferatu também conseguia se transformar em névoas ou morcego.

Durante os eventos de Zero Hora os integrantes da Tropa Titã, a exceção de Terra II e Miragem, foram eliminados da cronologia pelo vilão Extemporâneo (Hank Hall, o novamente Rapina).

Nosferatu, Drácula, Morbius, Barão Sangue, Monge, Vampirella, Mirza, Zé Vampir, Edward Cullen, Bill Compton, Stefan Salvatore, Louis de Pointe du Lac, Lestat de Lioncourt, Conde Vladymir Polanski e Natasha. Não importa de que tempo ou mídia, Vampiros possuem uma mitologia muito própria e fascinante, o que é provado com tanto vampiro em voga. Haja alho, água benta e estacas de madeira!

Em tempo, muitas revistas têm noticiado que os vampiros podem sair de moda graças a um escritor brasileiro e uma nova legião de heróis: os anjos! Alguém mais se lembrou dos alados Águia Dourada e Asa Vermelha?

2 comentários:

Tarcísio Aquino disse...

Muito bom o texto, Broilo. Parabéns!

Sobre a Liga dos Anjos, você se esqueceu da principal: Supergirl Matriz, que era um anjo escolhido pela própria divindade.

:)

Gustavo Antimonitor disse...

Parabens cara!E vc ainda falou de um titã que eu adoro..o Nosferatu!