Ao se aproximar mais, Garth encontra-se com Letifos, antigo affair e aliada. Ele diz que finalmente encontrou sua família, mas que infelizmente, na tentativa de proteger seu filho, Delfim acabou perecendo.
Em seguida, Garth dirige-se ao cemitério atlante, onde lamenta por sua esposa e filho. No mesmo cemitério há um monumento para Tula e outro para Aquaman. Neste momento, o Titã passa a se lembrar de sua origem e em como Aquaman fora importante em sua vida, inspirando-o a seguir os mesmos passos, levando-o a encontrar uma família com os Titãs. Ele relembra também quando seu primeiro amor, Tula, faleceu em Crise nas Infinitas Terras e, em seguida, cita novamente o destino de Delfim e Cerdian. Ele disse que incontáveis vezes encontrou felicidade, mas que esta sempre era interrompida, talvez pelo destino e pela infelicidade de ter nascido com os olhos violetas.
Neste momento, Slizzath, seu tio, reaparece e confronta Garth. O vilão, que possui certa intimidade com a morte, induz Garth a matá-lo, dizendo que desta vez ele estará ao lado dos vencedores e que a morte reinará a partir de agora (referindo-se a Blackest Night).
Garth fica inconsciente e é amparado pelos atlantes, que o induz a assumir o trono de Atlântida. Novamente em meio a seus pensamentos, Garth tenta encontrar as respostas de seu destino.
Assim, ele procura por um de seus velhos amigos, Dick Grayson, agora o Batman. Durante o encontro, Garth fala para Dick que não sabe se pode continuar sem Delfim e Cerdian e ambos começam a falar de legado. Dick conclui que Garth já sabia o que tinha decidido ao procurá-lo. Tempest concorda e diz que ele apenas queria ver como Dick ficava com a "capa".
De volta a Atlântida, Garth, em direção ao Palácio Real, pensa na ironia de ter sido abandonado pelos atlantes e agora ter a possibilidade de liderá-los, assim como fizeram com seu mentor e amigo, Aquaman.
Opinião
De longe, a melhor edição desta quase medíocre fase TITANS.
A arte pelas mãos de José Luís é fabulosa e bem caracterizada. Há erros na colorização, mas o que não compromete, de forma alguma, a edição.
O autor, J.T.Krul, demonstrou conhecer e respeitar com louvor a história de Garth. Em apenas uma edição, pudemos relembrar a origem do personagem, assim como seu paradeiro durante sua busca pela família.
Claro que muitas coisas foram ignoradas, como a perda de seus poderes tempos atrás e sua partida com uma misteriosa aliada que o ajudaria a encontrar Delfim e Cerdian. Na verdade, achei ótimo. Há coisas que não precisam ser explicadas. Apoiei o autor em apenas dizer que ele procurava por sua família, mas que os encontrou mortos. Embora eu tenha ficado um pouco triste com a morte de ambos, fechou-se uma complicação cronológica.
Krul retratou um Garth adulto. Ainda que sofrendo por sua vida, por sua família, o autor nos passou um personagem mais seguro de si e decidido. Mas para isso, ele teve que analisar várias situações em sua vida.
O momento em que ele enfrenta Slizzath, foi interessante. Claro que fica também a dúvida de como o vilão reapareceu, mas para quem tem poderes relacionados à necromancia, nada seria impossível. E como disse acima, não é necessário tal explicação.
Interessante foi o prelúdio para Blackest Night, onde Slizzath demonstra saber do que há por vir, provocando a própria "destruição".
Mas, a melhor parte, foi o encontro com Dick Grayson. O diálogo foi interessantíssimo e o autor demonstrou entender a essência dos Titãs - a família e o amor entre eles. Foi ótimo ver Dick dizendo "É bom revê-lo, Garth!".
Agora Garth decidiu reinar Atlântida. Mas com isso acabo me preocupando com algumas coisas. Por exemplo: Garth, "graduando-se" como possível Aquaman, poderia integrar a Liga da Justiça ou morrer, para que Arthur retornasse (vocês têm dúvidas disso?). Ele parece ter um grande papel em Blackest Night, o que me faz questionar seu futuro. Espero que eu esteja enganado, pois Garth é um dos meus Titãs favoritos e ele realmente, nesta edição, teve o destaque que sempre mereceu.























