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27 de mai. de 2009

[Spoilers] Vigilante #06 - Resenha

Vigilante #06
Deathtrap – Conclusão
Roteiro: Marv Wolfman
Arte: Tom Lyle e Scott Hanna

Resenha

Jericó se depara com o Exterminador e ambos iniciam uma luta em meio ao Central Park, em New York.

O Vigilante passa a procurar por Jericó, na tentativa de detê-lo. Concomitantemente, o investigador Washington, em busca do Vigilante, é informado que outra pessoa fora assassinada pelo serial killer que o Vigilante também está investigando. Em meio a isso, eles se encontram e têm uma discussão, que só é interrompida com a fuga do último.

Após ter deixado os Laboratórios STAR, Cyborg vai ao The Hamilton Grand verificar se realmente os Titãs haviam sido mortos. Na verdade, os corpos no chão foram ilusões criadas por Ravena, como parte do plano para deter seu amigo Jericó. Assim, os Titãs aparecem em meio à luta entre Jericó e seu pai, o que surpreende Joey. Ele fica mais surpreso ainda quando descobre que, na verdade, ele lutava contra Miss Marte, disfarçada de Exterminador. Os Titãs, então, conseguem impedir que Joey use seus poderes, aplicando um elmo isolante em seu amigo. Ravena diz que ainda sente a bondade em sua alma, mas Joey, ainda assim, mantém sua insanidade. A empata diz que a cura está fora de seu controle, uma vez que a alma de Joey está totalmente corrompida.

Assim, Jericó é capturado e levado às autoridades. Em seguida, o Vigilante intervém durante o transporte de Jericó e diz que irá cumprir a promessa que fez à Devastadora - de não matá-lo. Entretanto, ele extirpa os olhos do Titã, alegando que ele jamais usará seus poderes novamente.

Rose, neste ínterim, sente o que está acontecendo e quando tentam impedir, percebem que é tarde demais. Joey está em pânico, sem os olhos e ainda ouvindo as vozes em sua mente.


Opinião

A promessa de Wolfman de nos surpreender foi cumprida. Entretanto, resumidamente, o arco foi muito fraco. Um crossover de três títulos, com artes adversas, não teria como ter grande aceitação pelo público. Como já dito por nosso colega Ed, Didio utilizou da idéia de Wolfman para expor o novo título do Vigilante e para tentar concluir o plot iniciado em DECISIONS.

Entre os três artistas, Bennett, sem dúvida, fez jus à caracterização dos personagens, sem falar nos cenários mais que perfeitos. Unzueta pode ser um bom capista, mas o interior foi deplorável. Tom Lyle, por sua vez, já teve seus dias nos anos 90. Não chega a ser ruim, em minha opinião, mas de longe não cumpriu seu papel.

O roteiro de Wolfman salvou a edição e a conclusão. Ele tratou seus "filhos" como devem ser tratados, mesmo com a imposição editorial. Há muito não víamos Ravena tentar utilizar seu poder de cura; há muito não víamos uma cena "família" entre os Titãs, quando Vic aparece e todos se abraçam. Um fato que me chamou a atenção e que gostei, foi a citação ao Prefeito Hall - o antigo Comandante da Polícia de New York e amigo dos Titãs - James Hall. Ele apareceu, pela última vez, se não me engano, quando foi atacado pelo Onda de Choque, em THE TITANS.

Muitos fãs debatem o final de Deathtrap. Muitos preferiam que Joey tivesse morrido, pois alegam que descaracterizaram demais o personagem - o que eu concordo. Mas prefiro que ele se mantenha vivo, pois de nada valeria a perfeita trama criada por Geoff Johns trazendo o personagem de volta. Agora é esperar pela dica que Wolfman deu: O fim será o início para mais coisas.

Concluindo, Deathtrap me decepcionou, mas não fez com que eu perdesse o encanto que sinto pelos personagens.

17 de abr. de 2009

SPOILER - Vigilante #5 - Deathtrap - Part 2

Argumento: Marv Wolfman
Desenhos: Tom Lyle
Arte Final: Scott Hanna
Cores: David Baron

Central Park:
Jericó continua em sua onda de tomar o corpo de pessoas civis, até então, seu plano não é revelado.

Quartel General dos Titãs - Nova Iorque:
O Vigilante derruba (em pedaços) Cyborg, pensando que o mesmo está possuído por Jericó. Na verdade, tudo não passava de um plano dos Titãs para atacar o Vigilante. Com o ataque dos Titãs, o Vigilante se rende. O grupo tenta saber quem está vestindo o uniforme de Vigilante, já que Adrian Chase, o Vigilante que eles conheciam, está morto. Sem respostas, os Titãs são surpreendidos por explosões dentro do quartel general, nesse momento, o Vigilante escapa. O que a equipe não sabe é que as bombas foram implantadas pelo próprio Vigilante.
Quase no mesmo momento, os Titãs vão atender a um chamado da polícia. Jericó os cuida, e por sua vez, o Vigilante cuida Jericó.
Joey pensa estar falando com seu pai, o Exterminador, e num momento de loucura, causa uma explosão. O incidente causa a morte de muita gente, e os Titãs tentam salvar os que ainda vivem.

Joey e o Vigilante lutam, mas Jericó consegue escapar. No corpo de uma mulher, ele liga para os Novos Titãs. Como Cassie atendeu o telefonema, Joey de alguma forma conseguiu entrar no sistema do avião da equipe, que estava chegando em Nova Iorque, fazendo com que o avião atacasse a outra equipe de Titãs.

Em outro canto da cidade, Joe Flynn, o Vigilante, faz curativos e parte a procura de Jericó, para reparar um erro que ele cometeu.......

Opinião pessoal:
- Marv Wolfman naturalmente é tido como o grande mestre no universo dos Titãs, porém, digo que pessoalmente achei seu argumento/roteiro em Vigilante um pouco confuso e complexo. Donna não parece a Donna, e Gar parece um criança mimada. Mil vezes Victor já ficou espatifado e se recuperou, Gar já deveria estar acostumado com essa situação.
- Há muito tempo que não via um super vilão espiando por um beco.
- Os desenhos de Tom Lyle também não são os melhores.
- Fazendo um comparativo, a única edição do crossover que pareceu dinâmica e direta, é a do Teen Titans Annual. A parte 1 do crossover, publicada em Titans, ainda é boa, mas essa edição não me chamou a atenção.
- Afinal, o que o Demônio Vermelho está vestindo??

19 de mar. de 2009

[Spoilers] Vigilante #04 - Resenha

Vigilante #04
Ligação com Deathtrap
Roteiro: Marv Wolfman
Arte: Rick Leonardi
Arte-Final: John Stanisci

Sinopse

Esta parte do prelúdio para Deathtrap começa com o Vigilante tentando se infiltrar no Recinto dos Titãs, na Ilha Titã, em New York. Ele observa Donna Troy e Cyborg conversando sobre a atual situação de Jericó. Victor acha que eles devem ajudá-lo, principalmente pelo fato de Jericó ter sido um Titã. Donna, por sua vez, embora concorde com Victor, acha que Joey deve pagar por seus crimes. Mas ambos concordam que antes eles devem encontrá-lo. Vigilante se espanta ao ver que os Titãs querem ajudar Jericó, mesmo com todas as atrocidades que ele vem cometendo.

Em seguida, Dorian, o primeiro nome desse misterioso mascarado, se infiltra no edifício e tem acesso aos arquivos dos Titãs. Isso não seria possível sem a ajuda de JJ - o mesmo que ajudava Adrian Chase, o primeiro Vigilante. Analisando os arquivos, Dorian descobre que Asa Noturna estava estudando sobre as relações de assassinatos em série com situações que aconteceram no século XIX.

Neste ínterim, Donna Troy o ataca e pergunta quais são suas intenções e tem início uma luta. Ao perceber que seria derrotado fácil, Vigilante procura o duelo através da conversa. Ele conta a Donna que ele está trabalhando com o FBI na busca por Jericó. Donna diz que não sabe onde Jericó se encontra e liga para a Agente Temple para certificar-se sobre a união entre Vigilante e o FBI. Assim que ela percebe, Vigilante desaparece. Concomitantemente, os agentes do FBI chegam à Ilha Titã. Ao mesmo tempo em que são recebidos por Cyborg e Donna, os visitantes têm seu helicóptero roubado pelo Vigilante, que foge, em seguida.

Cyborg passa a seguir o helicóptero, que é abandonado em destruído logo em seguida. Vigilante e Cyborg se encontram e outra luta tem início. Neste momento, Vigilante descobre que Jericó possui Cyborg e que tem total controle sobre as armas do Titã. Joey pergunta ao Vigilante por que ele está tentando capturá-lo, uma vez que teve chance de fugir dos federais, que estavam atrás do mascarado por algo que ele tenha cometido no passado. Sem obter resposta, Jericó tenta tirar a máscara de Dorian, alegando que, uma vez possuindo Vigilante, ele saberá de tudo. Mas Dorian consegue fugir, após ter atingido um disparo de arma em Cyborg.

Em outro local da cidade, Jericó, ainda possuindo Cyborg, tenta encontrar Vigilante. Ao se reencontrarem, o mascarado ataca Cyborg/Jericó. Entretanto, neste momento, os federais chegam e tentam prendê-los. Jericó/Cyborg foge, enquanto o Vigilante acaba sendo capturado. Continua em Titans #12.

Opinião

Roteiro rápido e cheio de ação. Marv Wolfman sempre teve uma característica investigativa, o que ele usa e abusa nesta edição. Ele também mostrou bem a relação entre os Titãs quando Vic e Donna conversavam sobre Jericó. Inclusive ele citou as vezes que Ravena fora dominada por Trigon. Entretanto, não gostei da facilidade que o Vigilante se infiltrou no Recinto dos Titãs. Mesmo com a ajuda de JJ, não teria sido tão fácil. Cyborg criou vários sistemas de proteção, inclusive para eles mesmos, mas Dorian parece nem ter tido a preocupação de enfrentar isso. Donna me pareceu um tanto ingênua ao deixar o mascarado escapar. Mas isso é irrelevante.

Em relação a arte, Rick Leonardi tem seu estilo característico (que parece ter sido totalmente modificado ao longo dos anos). Claro que existe quem goste do novo estilo, mas eu não sou muito fã, não. Nunca vi uma Donna tão feia em todo esse tempo. Entretanto, a narrativa se mantém característica dos anos 80, com quadros definidos, sem vazamento, o que dá uma sensação nostálgica e específica para essa dinâmica policial, bem sombria e cheia de ação.

Os artistas de Deathtrap serão Joe Bennett, Rick Leonardi e Howard Porter. Eles têm um estilo muito diferente um dos outros, o que acaba entediando o leitor que procura admirar apenas a arte. Mas isso não tira o possível mérito do arco em si, que promete!

Vale lembrar que Joey poderia ter possuído Dorian apenas com o toque, como ele fez em Zândia, quando Donna o tocou para ajudá-lo, anos atrás. E o que mais me impressiona é que foi o próprio Wolfman quem escreveu ambas as estórias. Bom, talvez eles queiram ignorar este fato para não deixar Jericó "overpower" demais - o que eu concordaria!

Wolfman novamente ofereceu algumas dicas sobre o passado do Vigilante, mas nada esclarecedor ainda.

Concluindo, edição interessante, mas não muito significativa. Mas coube bem no papel de mostrar as intenções que Vigilante tem ao tentar capturar Jericó. Que venha Deathtrap!