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18 de jun. de 2011

Questão de Opinião: Quanto mais diferente, melhor

Ou "You Born this way, baby"

Há alguns dias os DCnautas foram surpreendidos pela notícia do novo universo DC. Alguns ficaram revoltados com as mudanças que foram anunciadas, outros estão curiosos para ver aonde isso vai, mas é inegável que todos foram pegos com a "cueca verde" nas mãos.


Mil e uma teorias estão pipocando por ai para explicar esse reboot/relaunch/reset/restart do Universo DC, agora Novo Universo DC. Enquanto a DC diz que será um relançamento, muitos acreditam que isso não vai durar. Será a Terra One, a Terra 52, a Darkest Hour da qual Constantine veio avisar Batman, um Universo alternativo criado por engano graças a Flashpoint, um Elseworld, entre outras tantas teorias. Se esse universo vai mesmo ser o oficial, se vai durar meio, um ou dois anos, ou se a DC vai falir, não é a questão. Afinal até agora são só opiniões, pois esse universo ainda não iniciou.

O ponto que pretendo abordar é a nova ênfase prometida pela DC Comics, especialmente o Sr. Geoff Johns: o aspecto humano dos super-heróis, especialmente a diversidade. A Batwoman homossexual, o Besouro Azul hispânico, o destaque a heróis negros como Cyborg, Sr. Incrível, Super-Choque e Batwing, e os três sétimos de Titãs não-brancos prometidos. E são prometidas ainda histórias abordando mais o lado humano da Liga da Justiça, por exemplo.


O que afinal é essa tal diversidade? Por muito tempo a moda era se enturmar, ser um na multidão, encontrar sua tribo, ser igual e normal a maioria. Hippies, Punks, Góticos, Emos, são alguns dos grupos onde jovens se refugiavam para serem aceitos e não se sentirem “diferentes”.

Mas um novo padrão tem se estabelecido, especialmente entre a juventude. O de ser diferente, de se aceitar como é, de inclusão, de individualidade, de aceitar os que antes eram excluídos ou discriminados, como gays, negros, gordos, nerds, asiáticos, latinos, judeus, indianos, pessoas especiais, deficientes físicos, e muitos mais. Esse fenômeno está nas séries de TV como os geeks de “The Big Bang Theory” que tornaram a (hoje denominada) cultura pop realmente pop, ou a advogada gorda de “Drop Dead Diva” que mostra que mulheres acima do peso estabelecido como ideal pela mídia podem ser lindas e sexys, ou o clube de “desajustados” de Glee. Está em músicas pop como “Born this way” de Lady Gaga, “Firework” de Katy Perry, e “We R who we R” de Ke$ha. Agora, parece que a DC acordou para esse novo fenômeno e está investindo em seus heróis que representam essas “minorias”, mesmo que de uma maneira tortuosa.


Por isso, mas muito mais para tentar novos mercados e melhores vendas, há essa nova reformulação no Universo DC. E os Novos Titãs, como heróis jovens dessa realidade, também terão a responsabilidade de trazer essa diversidade. Com isso os Titãs foram os que mais sofreram alterações. Apenas 4 dos 7 personagens iniciais da equipe inicial já foram Titãs e são brancos. Saberemos a partir de setembro que novas abordagens a equipe terá. Mas diversidade não é novidade quando falamos em Novos Titãs...


Desde a década de 80, os Novos Titãs apresentam os aspectos humanos e dramáticos dos personagens, com personagens tão diferentes quanto “desajustados”. Negros, alienígenas, gays, ex-bandidos, soropositivos, latinos, asiáticos, russos, experimentos científicos, uma inovadora indiana, entre outros tantos personagens que cativaram e fizeram jovens se sentirem melhores consigo mesmos ao longo dos anos. Os Titãs foram sempre os heróis humanos da DC, sempre foram a vitrine das diferenças e da quebra de paradigmas pré-conceituais. Marv e George mostraram há cerca de 30 anos, o que a DC quer começar só agora.

E o que eu descobri, com todas essas mudanças do UDC, é que o que eu realmente sempre amei nos Novos Titãs, não são personagens, histórias, equipes ou vilões. É o mito, a filosofia por trás deles. Desde que os conheci, os Titãs me ensinaram a ser alguém melhor, a ser mais humano e aceitar os outros e a mim mesmo como somos. E por isso, e claro por ser um fã de menos data, que as mudanças prometidas não me desagradaram tanto.

Os Titãs sempre sofreram, em todas as fases, em todas as encarnações, seja por mortes, injustiças ou escritores meia-boca. E nunca perderam a majestade e os fãs. Agora, questão de opinião, acredito que não será diferente. O conceito de Titãs será mantido com esses diferentes heróis, ou com os de sempre. E um dia tudo volta ao normal. Pois se é preciso mostrar um mundo melhor, haverá Titãs lá para isso, e unidos! Mas é esperar pra ver...


E pensar que meu primeiro texto na Torre Titã, foi mais ou menos sobre isso...

17 de mai. de 2011

Questão de Opinião: Os Titãs que você conhece podem mudar em um Flash!

SPOILER ALERT: Este artigo contém novidades e detalhes de FLASHPOINT

Já começou!

A mais nova empreitada da DC Comics, oferecimento – mais uma vez – de Geoff Johns, já começou e reformulou o Universo DC. Tudo mudou, em um Flash. Ainda não sabemos o que disso tudo será definitivo (provavelmente, daqui alguns anos, nada), mas o mundo não é mais o mesmo. E poucos sabem disso.

Flashpoint #1, a edição de início da nova mega saga anual do UDC, chegou às bancas semana passada trazendo surpresas e um novo mundo totalmente diferente.

Para saber quais são todas essas novidades, você provavelmente terá que ler a edição e todas as subsequentes, porque não é nossa intenção contar certas coisas aqui. Nosso negócio é Titãs!

E nesse QdO, vamos analisar e levantar um pouco sobre como essa série afetará os Novos (e velhos) Titãs.

A princípio vale destacar que um dos mais famosos Titãs será muito grande nesse novo mundo de Flashpoint. Victor “Cyborg” Stone é o maior herói dessa nova realidade. O equivalente ao Superman de "nosso" mundo. Esse fato já foi aclamado em alguns sites nerds, principalmente pelo fato de um herói negro, finalmente, adquirir um status quo tão elevado. E o maior herói de todos precisa impedir que a guerra entre Mulher Maravilha e o Imperador Aquaman destrua a Europa e se espalhe pelo resto do mundo. Para isso, ele está à procura de grandes heróis que o auxiliem nessa missão. Victor tem um grande histórico em recrutamento, especialmente em se tratando de jovens heróis, como foi o caso em Turma Titã III e em Titãs da Costa Leste. E dessa vez parece não ser diferente...


Um dos possíveis recrutados é Captain Thunder (que possivelmente será traduzido como Capitão Trovão, ou algo pior), uma releitura a lá Capitão Planeta do já conhecido Capitão Marvel. Nesse novo herói há uma espécie de fusão entre 6 crianças, cada uma dotada de um dos dons dos deuses/heróis de SHAZAM. Entre essas crianças, três são super conhecidas dos fãs da mitologia de Shazam: Billy Batson, Mary Batson e Freedy Freeman, o ex-titã Capitão Marvel Jr. Além eles e de Darla, Eugene e Pedro, faz parte da formação o tigre Tawny. Segundo imagens de Flashpoint #1, a relação Thunder / Tawny me lembra muito He-man / Gato Guerreiro. Sabe como é... Questão de Opinião! Mas é mais um Titã que dá as caras logo de início. Pelo menos, 1/6 dele.

Isso sem contar em todos os outros Titãs que estão por aparecer em breve, com o andamento da série. Sabemos que o título Flashpoint terá #5 edições (e provavelmente alguns Aftermath), e cada título tie-in terá três edições. Nesses tie-in é que se encontram nossos heróis.

Um dos mais importantes, com certeza, é Bart Allen, o Kid Flash. Como Bart é um herói nascido no futuro que veio viver no “nosso presente”, com as mudanças de Flashpoint, ele voltou para o futuro, mas o futuro do mundo de Flashpoint. E, assim como seu avô Barry, Bart também sabe que o mundo está mudado, e mesmo sem acesso a força da aceleração Bart terá que correr através do tempo para encontrar os velocistas da família Flash.

Cassandra Sandsmark também parece ter papel de certo destaque já que ela será uma das Fúrias da Mulher Maravilha. Ou seja, Victor e Cassie estarão em diferentes vértices desse triângulo belicoso. Provavelmente, na terceira ponta veremos alguns AquaTitãs, como Lorena e Jackson, ou mesmo outros, já que nesse mundo tudo é diferente. Tão diferente que o mais famoso de todos os Titãs, não será mais o que era. Tudo por causa dos Graysons Voadores.

De todas as mudanças que Flashpoint traz, acredito que uma das mais importantes é o fato de Dick Grayson não ser órfão, mas sim viver com sua família. Isso afetará consideravelmente sua personalidade, pelo menos é assim que espero que Krul trabalhe o personagem. Sendo criado pelos pais, sem ser órfão, e sem ser adotado e treinado pelo Batman – que nem mesmo é Bruce Wayne nesse mundo - Dick tem tudo para ser diferente do que é. Não que ele não vá ser o cara bom, ou um herói, mas é bem possível que ele nunca seja um Robin (ou Asa Noturna) e que o espírito Titã que ele acendeu nos demais, provavelmente nunca existiu ou existirá nesse mundo. Enfim, essa é uma das histórias que mais me interessa nesse novo mundo: conhecer o novo Dick Grayson.

Pelas solicitações dos próximos meses, Ravena talvez venha a fazer parte do título Secret Seven (Septeto Secreto?), que pode ser uma releitura do Sexteto Secreto, ou uma mistura do mesmo com Sete Soldados da Vitória. Mas, ao que parece, Rachel está na capa da edição #3.

Diretamente ligados aos Titãs, ainda temos o Exterminador e a busca por sua filha, Devastadora, e Traci 13, que segundo solicitações, é a garota mais importante do mundo.

Independente de como serão as coisas durante a série, o que vários fãs querem mesmo saber é: “e depois? O que fica disso tudo?”. Como respostas, podemos ter apenas especulações. Mas como diz a sabedoria do povo: “onde há fumaça, há fogo”. Deixo para nossos estimados leitores o levantamento de teorias.

Para quem gosta de realidades alternativas, releituras de personagens, séries “what if...?” e viagens (inclusive no tempo), Flashpoint é uma boa pedida. Caso contrário, boa leitura a partir de setembro!

24 de abr. de 2011

Questão de Opinião: Pais e seus Filhos Titãs

Ou "Você diz que seus pais não lhe entendem, mas você não entende seus pais"

Há uns dias atrás, nós falamos sobre mais um importante ponto na ligação entre Novos Titãs e o conceito de família que eles nos trazem, tratando sobre o Titãs e seus filhos, pequenas e doces criaturas que têm sido fadadas a morrer, ou sumir.

Quero aqui dissertar um pouco sobre outro lado dessa história, pois todos esses titãs que foram pais e mães, e mesmo os que não foram, foram antes de tudo filhos, e aí tem residido um grande problema para os Novos Titãs, há décadas.

Volta e meia, principalmente desde a década de 80, pais tem atacado e castigado seus filhos Titãs, ou tem atacado os Titãs por causa de seus filhos, ou simplesmente tem desaprovado o fato de seus filhos serem heróis, muito menos Novos Titãs.

Caso clássico é o de Trigon e Ravena. Ravena é filha do Demônio Trigon, e isso muitos sabem. Foram diversas as vezes que Trigon tentou invadir e conquistar nosso mundo para governa-lo junto a sua filha Ravena, ou usou sua descendência demoníaca para tal. Ainda hoje, Ravena precisa se controlar para que as emoções alheias, que ela facilmente capta, não façam com que ela se entregue ao mal. A luta de Ravena contra seu pai é constante, e embora Rachel esteja ao lado dos Novos Titãs atualmente e, dentre eles, Gar seja o que melhor sabe lidar com ela, a chegada de Kiran aumentou sua batalha interna. Pode-se dizer que o pai de Ravena transforma sua vida em um inferno.

Os irmãos Joey e Rose também não tem muita sorte com seu pai. Com cada um tendo “perdido” sua mãe, Slade Wilson é tudo que ambos tem hoje como família. E mesmo que por diversas vezes o Exterminador tenha tido atitudes dúbias com relação à estada de seus filhos entre os Novos Titãs, como quando formou sua equipe de Titãs da Costa Leste para provar se os Titãs seriam a família que ele não poderia ser para os seus filhos, outras vezes ele tenta levar seus filhos para o seu lado, como durante o confronto dos três contra os Lanternas Negros, e continuar sua vida de mercenário. Hoje mesmo é difícil provar as intenções de Slade na equipe de Titãs Mercenários que construiu, já que sabemos que essa equipe trará Joey de volta, mesmo que não sabemos ainda como. Independente disso, o Exterminador é, sem dúvida, o vilão mais clássico dos Titãs, algo que se tornou graças a um outro filho...

Mas existe outro vilão que tem um grande ódio pelos Novos Titãs graças à relação entre eles e seus filhos. Mas esse ódio é especial por uma Titã, a Moça Maravilha, já que ele atribui a ela a culpa pelo que aconteceu a seus filhos. Trata-se do Calculador, pai dos ex-“cuidadores” da Torre Titã, os gêmeos Marvin e Wendy. Como muitos devem saber, Marvin morreu e Wendy ficou um longo período em coma e após em uma cadeira de rodas devido ao ataque do Cão Maravilha, armado pelo Rei Lycus, que queria tomar o lugar de Cassie como campeão de Ares, deus da guerra. Calculador culpa os Novos Titãs e Cassie, em especial, pelo que aconteceu aos seus filhos, que ele achava estarem seguros entre os jovens heróis. Graças a seu desejo de vingança, Calculador já eliminou dois Novos Titãs que estiveram na equipe durante a liderança de Cassie, Kid Eternidade e Demônio Vermelho. E ele não se disse vingado ainda.


Mesmo Cassie não tem um bom relacionamento com sua mãe, a arqueóloga Helena Sandsmark. Não que Helena chegue a ser sua inimiga, mas ela não gosta da vida heroica que a filha leva e tampouco de ela viver integralmente como uma Nova Titã. Porém esse é um ponto que parece está na pauta de Krul para estes Novos Titãs.

Tim Drake também teve problemas com seu pai quando ele descobriu que seu filho era o Robin. Por isso, durante um breve momento Robin desistiu do seu manto. Seu pai até chegou a aceitar sua vida heróica, mas não foi por muito tempo, já que morreu em Crise de Identidade.

No início da fase de Wolfman e Pérez, vimos que Victor tinha desentendimentos com seu pai, algo que foi superado antes da morte deste.

Enfim, ser um Novo Titã não tem sido fácil quando o assunto é a aceitação dos pais. É preciso ter coragem e força de vontade para se assumir Titã para a família nos dias de hoje...

17 de abr. de 2011

Questão de Opinião: Pais Titãs e seus filhos

Ou "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"

Um artigo em co-autoria com Tarcísio Aquino

Há muito tempo, no começo dessa coluna, eu já dissertei sobre o que torna os Titãs uma família. Também já falei o que falta para os Novos Titãs serem esse tipo de família, algo que Krul tem sido destinado a fazer. Mas essa é a família afetiva dos personagens. Mesmo quando ocorrem desentendimentos, sempre há uma solução, uma reconciliação. Mas quando se trata de uma família onde os laços são sanguíneos, o buraco é mais embaixo. Na prática, bem mais em baixo, digamos, a sete palmos do chão.

Não consigo me lembrar agora, especificamente quem, mas sei que foi em Crise de Identidade, alguém (provavelmente Ralph Dibny) disse que quando alguém se torna um combatente do crime, ele pinta um alvo no peito de sua família. Faz sentido, e os Titãs sabem disso.

Na década de 80, os fãs puderam acompanhar o processo de amadurecimento e chegada à vida adulta dos expoentes clássicos dos Titãs. E nesse processo, culturalmente se instala a constituição da família. E já nos anos 80, Lian Harper nos foi apresentada. A primeira que nos foi mostrada como descendente dos Titãs.

Lian é filha do Titã Roy Harper, ex-Ricardito e ex-Arqueiro Vermelho, hoje Arsenal, com a, atualmente Titã Mercenária (assim como Roy), vilã Lince. E desde sempre, Lian esteve ligada aos Titãs. Lian passou a maior parte de sua vida nos quadrinhos como suporte de elenco para Roy. Ela tornava o pai um personagem muito mais interessante, pois além de pai solteiro, Roy ainda seguia uma carreira heróica. Com isso, Lian acompanhou seu pai com os Titãs, a distância com os Renegados, e até na Liga da Justiça. Sempre mostrava aquela carinha de criança doce, mesmo quando se tratava de sua mãe. Graças a esse seu ar angelical, tanto Donna como Kory, e até mesmo Kendra, a Moça Gavião, a amaram como uma filha. Mas nem sempre os quadrinhos são justos e bons. E Lian encontrou seu fim precocemente...

Em uma história que devastou o mundo de Roy Harper e de Oliver Queen, Lian morre em um ataque a Star City, implorando por ajuda. E assim perdemos uma criança que em muito contribuiu para que os Titãs tivessem essa cara de família que conhecemos.

Mas Lian não foi a primeira a ter seu fim ainda infante, já que o primeiro filho de Titãs a morrer foi Robert Long, filho de Donna e Terry. Destinado a ser um tirano do mal, a existência de Robert foi o motivo da vinda da Tropa Titã à nossa realidade, com a missão de impedir que a criança nascesse. Mas Robert nasceu, fez de Donna uma mãe, e ao lado de Terry e sua filha Jennifer, todos se tornaram uma família. O irônico foi que em meio a tudo isso, Robert, Terry e Jennifer perderam a vida em um acidente de carro. E Donna perdeu, de uma só vez, toda a sua família...

Da mesma forma, Estrela Vermelha perdeu sua família de uma só vez: Pantha e Bebê Gnu. Bebê Gnu adotou Pantha como mãe, mesmo que a mesma não se sentisse assim durante muito tempo. Após certo tempo, os dois se juntaram a Estrela Vermelha e os três viveram como uma família. Mas houve uma Crise. Bebê Gnu morreu pelas mãos do Superboy Primordial após sua mãe adotiva ter sido decapitada pelo mesmo. Duas vidas, em uma mesma batalha, foram ceifadas. E mais uma criança Titã nos deixa...

Garth, o herói que já conhecemos como Aqualad e após como Tempest, também constituiu família. Unindo-se a Delfim, nasceu o pequeno Cerdian. Tanto o jovem atlante, quanto sua mãe, perderam suas vidas durante o evento Crise Infinita, algo que só ficamos sabendo após o sumiço de três anos de Garth e sua família, e um pouco antes de Garth também nos deixar.


A DC não tem sido boazinha com suas crianças. Mesmo os Titãs que hoje tem seus filhos ao seu lado, já passaram por maus bocados. Caso de Wally West, um Flash, que perdeu seus filhos gêmeos, Jai e Iris, e hoje os tem ressurretos (inclusive, atualmente Iris é a mais nova Impulso, alcunha antes ostentada por Bart Allen, hoje Kid Flash). Ou mesmo caso de Miriam Delgado, a Titã chamada Miragem, que tem ao seu lado sua pequena Julienne, fruto do estupro que sofreu de Asa Mortal, e que por enquanto está a salvo no Brasil.

Mesmo com todas as desgraças que ocorreram nas vidas dos Titãs e seus pobres filhos, suas mortes foram quase sempre, ao que se sabe, consequência de algo maior, ou mesmo de uma simples fatalidade.

Será que foi mesmo um alvo pintado em seus peitos que os mataram? Ou esses pequenos seres caíram em mãos que não sabiam usá-los? Ou ainda, como nos seriados, quando um ator ou personagem não pode ou não quer continuar, ele vai viajar ou morre, pois não há mais espaço para ele e, por tanto, ele vira um estorvo? Não seria melhor e menos doloroso, manda-los para longe, para o Limbo dos Quadrinhos? Não sabemos.

O que sabemos é que não é fácil ser filho de um Novo Titã. E que sempre sentiremos saudades dessas pequenas e doces criaturas que fazem dos Titãs seres humanos, dentro e fora da equipe.

11 de abr. de 2011

Questão de Opinião: Novíssimos Titãs

ou "Como uma coisa leva às outras" - Parte VI e Final


Meses atrás, quando comecei essa série de artigos, queria mostrar como os Titãs permeiam o Universo DC e que, ao falamos deles, facilmente falamos de qualquer coisa. Começando por Atlântida, passamos pelos mais diversos campos, de divindades da Ordem e do Caos e os manipuladores de Magia, até os heróis alienígenas e os representantes de uma nova geração. E quando chegamos neles, há um mundo de possibilidades...

Desde que os Titãs ressurgiram nos idos de 2003, até os dias de hoje, quase 50 super-heróis jovens ou adolescentes, ostentaram o título de Novos Titãs. Destes, mais de 30 nunca haviam sido Titãs anteriormente. Isso se contarmos apenas as formações da Turma Titã III, Titãs Reunidos e os Titãs da Costa Leste do Cyborg. Nada de Milícia Mártir, Os Três Místicos, Liga de Titãs, Titãs da Costa Leste do Slade, Titãs Mercenários, Titãs do Amanhã, os 24 Titãs contra o Dr. Luz, Marvin e Wendy e Titãs do Terror, que, querendo ou não estão relacionados aos Titãs. Ou seja, um título com mais de seis décadas, teve nos últimos oito anos mais personagens que em todos os anos subsequentes, que somam mais de 50 anos. E que os estreantes como Titãs são cerca de um terço de todos os Titãs da história.
Entre todos os personagens desta nova geração, as histórias e motivações de se tornarem (ou retornarem) Titãs são extremamente variadas.

Houve Titãs que retornaram para treinar uma nova e inexperiente geração. Houve aqueles que nunca desistiram de ser Titãs, e ainda hoje o tentam. Houve aqueles que já foram, mas eram inexperientes demais e hoje são como novatos. Houve aqueles que lideraram por natureza. Houve aqueles que se rebelaram contra a vontade, até mais de uma vez. Houve os que o céu foi o limite. Houve os que estão constantemente evoluindo ou mudando. Houve aqueles que ficaram muito pouco tempo e deixaram saudades. Houve aqueles que retornaram por muito pouco tempo, e deixaram saudades igualmente. Houve aqueles que estiveram sempre na linha de frente, mesmo sem saber como, só o porquê. Houve os que se regeneraram, mas ninguém acreditou. Houve aqueles que deram a vida pela causa.

Houve aqueles que estrearam e voltaram, nem que fosse para morrer. Houve aqueles que se arrependeram. Houve os que seguiram seu próprio caminho. Houve os que sempre foram bons, mas inconstantes. Houve os que eram maus e ficaram bons. Houve os que traíram e se arrependeram. Houve os que fizeram número. Houve os que se foram, mas voltaram com grandes missões. Houve os que se fizeram de bons, mas eram maus. Houve aqueles que se fizeram de maus, mas eram bons. Houve os que voltaram e perderam pessoas amadas. Houve os que voltaram e sumiram. Houve aqueles que eram muito bons, e ficaram muito perturbados, seja por problemas na mente ou no corpo. Houve os que saíram como surgiram. Houve os que morreram na mão do inimigo. Houve os que nunca quisemos que fossem Titãs. Houve os que nasceram para brilhar. Houve os que sempre serão referencia. E houve os que nunca saberemos.

De um jeito ou de outro, foram muitos e muitos Titãs com quem pudemos nos encantar, ou não. Isso significa o que afinal? Que ninguém mais sabe continuar o que os Titãs eram em seu auge, nos anos 80? Que não se fazem mais Titãs como antigamente? Que poucos destes tantos foram Titãs de verdade? Talvez essa seja a resposta, de quem vê o “copo meio vazio”. Ou será que a filosofia do que é ser um Novo Titã se estendeu e se tornou maior que o grupo? Ou será que existem mais jovens que entendem o que é ser um herói do que vagas na equipe? Isso é questão de opinião.

Se todos mereciam ou não serem Titãs, se gostamos deles ou não, o fato é que há uma nova leva de heróis agindo, não só como Titãs, pelo bem e pela justiça. Sejam eles Atlantes, defensores da Ordem ou do Caos, detentores de Magia, de poderes de outro mundo, de segundas histórias, ou qualquer outro. Há uma nova geração! Há um novo fôlego! Existem novas possibilidades!

E uma coisa leva à outra...

4 de abr. de 2011

Questão de Opinião: O Complexo de Atlas da Moça Maravilha

Na antiga mitologia grega, antes dos deuses do Olimpo, os soberanos eram os seres conhecidos como Titãs!

E estes Titãs perderem seu posto para os deuses do Olimpo, como Zeus, Hera, Athena e Poseidon, entre outros.

Cada Titã teve um diferente destino. Um em especial, Atlas, também chamado Atlante, foi condenado por Zeus a sustentar o céu, ou o mundo em algumas versões, para sempre sobre seus ombros, ou costas. Dentre diversas curiosidades, Atlas foi o primeiro rei da mítica Atlântida; era casado com Pleione, com quem teve sete filhas, as chamadas de Plêiades; seu nome inspirou o nome do Oceano além do Mediterrâneo, o Atlântico; Atlas é ainda a Cordilheira que ergue-se para o céu, separando o norte da África do restante do continente; seu nome é hoje, na cartografia, o coletivo de mapas, a coleção de cartas que representam o planeta Terra; além de emprestar seu nome a primeira vértebra da coluna cervical - uma clara referência ao local onde sustentava o gigantesco peso a que fora condenado suportar. Mas com certeza, o fato de erguer o mundo sobre as costas é a principal característica da história do Titã da Mitologia, Atlas.

Tal ideia deu origem ao conceito de Complexo de Atlas. Não é de hoje que personagens de fábulas ou de histórias mitológicas são usados como referência para explicar certos comportamentos humanos. O mais clássico com certeza é o Complexo de Édipo, cunhado pelo pai da Psicanálise, Sigmund Freud, que usou a figura do mitológico Édipo, que matou seu pai por amar sua mãe, ao comportamento de meninos em sua primeira infância, quando segundo ele, se apaixonam pela mãe. Em face disso, surgiu também a versão feminina desse comportamento, tachado de Complexo de Electra, cuja história, segundo dizem, se assemelha.

Sobre o culto ao corpo e a boa forma, há o Complexo de Adônis, herói grego de beleza extrema. Ou de Narciso, que se apaixonou pela própria imagem refletida em um lago.

Das fábulas infantis descendem diversos complexos, hoje em voga entre escritores e estudiosos. Um dos mais clássicos é o Complexo de Peter Pan, da qual se sugere que o mais famoso exemplo seja o falecido cantor Michael Jackson, onde a pessoa se nega ou não deseja crescer, ou seja, quer ser criança para sempre. Há ainda os menos famosos, como de Cinderela, que se diz próprio de mulheres que não conseguem se manter ou viver seu um homem como suporte e provedor.

O Complexo de Atlas, em especial, nos é muito interessante, pois caracteriza pessoas que tendem a “carregar o mundo nas costas”, a assumir todas as responsabilidades e culpas, a puxar para si as dores do mundo e a culpar-se por qualquer ato seu que tenha repercussão na vida de outrem.

Há, entre os Novos Titãs, uma que claramente sofre desse pequeno mal, em minha modesta opinião. Uma que como Atlas, tem direta ligação com a mitologia grega e os Deuses do Olimpo. A filha do algoz de Atlas, a Moça Maravilha Cassandra Sandsmark.

Cassandra Sandsmark é filha da arqueóloga Helena Sandsmark com o deus olímpico Zeus.

Cassie tornou-se a segunda a ostentar o título de Moça-Maravilha e ingressou os Novos Titãs após a morte de sua antecessora, Donna Troy, depois de ter sido integrante e, por um tempo, líder da Justiça Jovem.

Cassie, durante muito tempo, teve dificuldades em se relacionar consigo mesma e com seus poderes derivados de Zeus. Sua insegurança, típica da adolescência foi agravada pela interferência de Ares, o deus da Guerra, cuja influencia tornou-a irritadiça e antipática, ou para muitos: chata!

E especialmente desde que se tornou uma Nova Titã, seu Complexo de Atlas só aumentou. Cassie tomou para si, como causadora ou influência, a trágica morte de Donna, a morte de Conner, o sumiço de Tim e de Diana durante a Crise Infinita, a responsabilidade sobre os destinos de Marvin e Wendy (algo que certamente o Calculador concorda), e após, com a saída de Tim Drake da equipe, ela tomou como responsabilidade sua toda a continuidade da equipe.

Já livre da influência de Ares, Cassie aceitou sua própria herança mitológica e se mostrou como a semideusa. Mas isso não fez com que ela se livrasse de um miligrama da responsabilidade que carrega sobre os ombros de liderar e treinar jovens heróis com pouca experiência. E em nada ajudar ela levar o maior dos golpes: a morte de Eddie Bloomberg, algo que Cass também leva sobre seus ombros, embora em muito a controversa Amy tenha ajudado.

Com uma liderança e uma equipe que não eram um primor, dadas as características do momento, Cassie teve que lidar com a disputa de Mutano por seu posto. E mesmo assim, diante de um membro com uma experiência pouco igualável, Cassie ainda continuou com o peso da responsabilidade sobre seus ombros, até que finalmente, hoje ela tem uma equipe que, mesmo com algumas divergências, ela consegue liderar sem se sentir obrigada a proteger, como acontecia anteriormente, entre a saída de Tim e a fase de Krul.

Hoje com a volta de Tim, Cassie, sem ainda sabermos por que, passou a ele a liderança. Talvez para que ela tenha uma breve folga e repense sua vida complexada. Dependerá de quanto Tataka e o outro demônio hindu, cujo nome ainda não sabemos, a atormentarão.

Amada ou não, chata ou não, é inegável que graças a esse complexo de Atlas, e, claro, a seu caráter e espírito de Titã, Cassie veio carregando os Novos Titãs até onde eles estão hoje, pois, há exceção da fase do Ano Perdido, a Moça Maravilha esteve com os Novos Titãs nos bons e maus momentos e merece sua parcela de mérito por isso. Cassie mostra-se assim, não como uma semideusa filha do deus Zeus. Ela se mostra como uma toda-humana, que protege os seus, ideais ou amigos.

E é irônico pensar que em sua primeira aventura ao lado da Mulher Maravilha, Cassie tenha usado, além das sandálias de Hermes, a luva de Atlas!

1 de abr. de 2011

Questão de Opinião: Bad girls gone good

Ou "Como uma coisa leva às outras" - Parte V


De todos os personagens mais novos que passaram pelo título dos Novos Titãs desde a Crise Infinita, Rose Wilson foi uma das que teve maior destaque, para o bem ou para o mau. Não que ela fosse totalmente nova no universo dos Titãs, mas ela estava, como direi, Devastadora.

Inicialmente Rose Wilson era protegida dos Titãs e atuava como babá da pequena Lian Harper, filha do então Arsenal. Durante seu período na equipe, Rose teve contato com Bart Allen, na época o herói Impulso, hoje seu colega nos Novos Titãs. Mas a vida de Rose não foi um mar de rosas. A vida nunca é fácil para um filho de Slade, o vilão Exterminador.

Drogada por seu pai, Rose atacou e enfrentou os Novos Titãs e foi capaz de furar seu próprio olho. Rose matou. Ela não era uma boa menina enquanto esteve ao lado de seu pai e assumiu sua identidade como Devastadora, um nome já estava na família Wilson há alguns anos.

Após o ano perdido, ficamos sabendo que agora, sim, ela era uma boa menina. Pelo menos era o que Rose dizia. Ao lado de seu amigo Demônio Vermelho, Rose tentou ser uma Titã. Mesmo com seu currículo, Tim Drake, então Robin e líder da equipe, a aceitou pois viu o potencial que possuía e, provavelmente, com sua capacidade pré-cognitiva e habilidade de luta ela seria melhor como parceira do que como inimiga. E então Rose fez parte de uma das formações mais estranhas da Turma Titã III, ao lado de veteranos como Cyborg, Ravena e seu ressuscitado irmão Jericó, e de novatos como ela, o então Kid Demônio e Miss Marte.

Rose, enfrentando a desconfianças de todos, principalmente de Tim e Cassie, foi tentando provar que era uma Titã, que era uma heroína, e não “a filha do Exterminador” ou uma assassina.


Meio capturada, meio aliada do Rei Relógio, ela lutou contra outros jovens super-poderosos, alguns ex-colegas, alguns desconhecidos e outros recém-chegados como Estática, na arena do Clube Lado Negro. Saiu de lá viciada em adrenalina
.
Em sua “segunda história” no título dos Novos Titãs, Rose enfrentou o tráfico de crianças e mulheres e mostrou uma moralidade muito peculiar em uma história que apesar de ter parte publicada na fase sofrível dos Novos Titãs, pré-Krul, vale a leitura.

Juntou-se aos Titãs novamente para tentar deter seu enlouquecido irmão, o mais próximo de uma família que a pobre garota tinha, e em seguida ao seu pai e irmão para se defender dos mortos da família Wilson durante a Noite mais Densa. Nesse dia a esperança reacendeu em seu coração já que sua mãe, Lili, não estava entre os Lanternas Negros que atacaram sua família. Com certeza esse é um dos motivos de Rose ter retornado aos Titãs, tentar reencontrar sua mãe. O outro é que, embora não admita, Rose necessita dos Titãs como sua família, para se manter nos trilhos.

Mesmo ainda fazendo tudo para provocar Cassie e o recém retornado Tim, essa é maneira da garota ter sua parcela de atenção e ser notada pelos demais, já que todos sabem, especialmente Cassie, que Rose é uma guerreira completa.

Resta saber ainda o quanto a outra equipe de “Titãs” atualmente em ação, liderada por Slade, afetará a vida e a estada de Rose entre seus colegas.

Uma coisa é preciso se dizer sobre Rose: ela desperta variadas emoções tantos entre os demais personagens quanto entre os fãs. Eu mesmo detestava Rose no início, e hoje, embora não possa dizer que morra de amores por ela, a respeito como personagem e sei do seu potencial para ser um dos grandes nomes dos Titãs. Entre os demais ela também já gerou sentimentos controversos, desde amor em Eddie, a medo em Jaime e repulsa em Cassie, além de muitos Titãs ainda não entenderem muito bem porque Cassie a chamou para a equipe, já que as duas nunca se entenderam muito bem.

Assim como os Homo magis de Coven of Three, Rose teve seu destaque no título dos Novos Titãs, mesmo não estando na equipe; assim como um dos Supers, Conner Kent, Rose hoje é uma integrante dos Titãs; assim como os AtlanTitãs Aquagirl e Lagoon Boy, ou como Agentes da Ordem e do Caos Rapina III e Kid Eternidade, ela é um dos Novíssimos Titãs, jovens heróis que tem um incrível potencial, se em mãos certas.

28 de mar. de 2011

Questão de Opinião: S de Super

Ou "Como uma coisa leva às outras" - Parte IV

[PARTE I] [PARTE II] [PARTE III]

Quem diria que, um dia, a letra S representaria tanto?

O S de super não é só o brasão máximo dos super-heróis, a imagem do pioneiro dos quadrinhos modernos, como também é um símbolo de força. É uma identidade nerd. Está em camisetas, bonés, cuecas, chaveiros, copos, canecas, revistas, tatuagens, canetas, adesivos, toalhas, brinquedos e tudo mais que possa ser usado pra identificar um fanboy ou o universo dos super-heróis da DC Comics. Qual fã de HQs nunca teve, ou quis ter, algo assim?

Ao longo dos últimos 73 anos, o S gravado no peito do Super-Homem foi mudando, foi ficando estilizado, e hoje ele não é mais o detentor máximo deste símbolo. Outros homens e mulheres, geralmente descendentes do planeta Kripton, ostentam, ou ostentaram, este símbolo sobre-humano, inclusive alguns animais. Alguns deles são Titãs!

A primeira delas foi a jovem Super-Moça Matriz, conhecida por Mae na família Kent, era uma Linda garota que teve sua vida e morte diretamente ligada a primeira e maior das Crises do Multiverso DC. Matriz foi uma Titã por um curto espaço de tempo, durante a fase dos Novos Titãs por Arsenal. Tendo fundido sua essência a de Linda Danvers, foi uma das poucas pessoas não kriptonianas a usar o S no peito. Essa Super-Moça teve uma história um tanto complicada. Foi amante de Luthor, viveu com os Kent, se relacionou com Arsenal, tornou-se um anjo de asa de fogo e foi ao inferno. Mas foi a precursora dos Supers junto aos Titãs.A primeira delas foi a jovem Super-Moça Matriz, conhecida entre os Kent com Mae, era uma Linda garota que teve sua vida e morte diretamente ligada a primeira e maior das Crises do Multiverso DC. Matriz foi uma Titã por um curto espaço de tempo, durante a fase dos Novos Titãs comandada

Mais tarde, na terceira geração da Turma Titã, tivemos o Superboy, Conner Kent, ou Kon-El, que apareceu após a morte de Superman, junto com outros personagens a fim de ocupar o lugar do mais famoso de todos. Conner inicialmente era um clone de Clark, criado no Cadmus. Mais tarde, descobriu-se que o mesmo era um híbrido, com metade do DNA do Superman, e metade do de seu arqui-inimigo, Lex Luthor, dado como um dos maiores vilões do UDC. Conner viera para os Titãs junto com Tim Drake, Cassie Sandsmark e Bart Allen, seus melhores amigos, da extinta Justiça Jovem. Kon já atacou os Titãs, controlado por Luthor, e teve seu fim nas mãos de Superboy Primordial, durante a Crise Infinita. Hoje, ressurgido e de volta aos Titãs, Conner dedica sua vida a salvar o mundo e levar uma vida “normal” ao lado dos Kent.


Junto com ele na equipe esteve o também ressurgido Kripto, o supercão. Deixado aos cuidados de Conner pelo próprio Clark, Kripto é um animal fiel a seu dono e, depois de muita confusão, hoje também seu amigo. Conner e Kripto vivem juntos coma família Kent em Smallville.

Após a morte de Superboy, a nova Supergirl, Kara Zor-El, mais tarde Linda Lang, também esteve junto aos Novos Titãs, na equipe construída por Robin na fase “Um ano depois”. Kara, durante o tempo que esteve na equipe, enfrentou os Titãs do Amanhã e saiu da equipe por desentendimentos com sua melhor amiga, Cassie, a Moça-Maravilha, que não podia lidar com ela sem lembrar-se do falecido namorado, Conner. Kara, ou Linda, viveu em Metrópolis, junto do gato Raiado, como sobrinha da primeira namorada de Clark, Lana Lang, porém ela é na verdade prima de Clark. Kara teve papéis importantes principalmente durante o Ataque das Amazonas e a Guerra dos Superman. Hoje Kara é também grande amiga de Steph, a nova Batgirl.


Os Super’s são seres que em nosso mundo tem superforça, supervelocidade, super audição e super outras coisas, além de certo grau de invulnerabilidade. Apenas duas fraquezas podem por abaixo os Kriptonianos: os diversos minerais conhecidos como kriptonitas e Magia. Está última, o ponto forte dos três jovens bruxos da “Coven of Three”, segunda história do título dos Novos Titãs, assim como foi com a Devastadora, hoje colega de equipe de Superboy, pela primeira vez. Não é que tudo se encaixa?

18 de mar. de 2011

Questão de Opinião: Pode um demônio ser bom?

Ou "Como Eddie Bloomberg nos ensinou o que é heroismo"

O que nos leva a sermos “bons”? Bons no sentido de “não sermos maus”.

Há com certeza diferentes respostas, motivos pessoais, religião, educação dos pais. Sim! Mas isso é uma coisa só. O fato de vivermos em sociedade – e cada vez a sociedade vem se tornando mais global – nos impõe que adotemos certas regras de conduta, certos comportamentos que fazem com que a vida nesta comunidade seja benéfica e útil a todos. Quem por ventura não se encaixa no padrão que a sociedade, o coletivo vai definindo, é por que acaba quebrando tais regras: inclui-se aí toda a espécie de roubos, de homicídios, de discriminação, de quebra de valores. Esses valores constituem o que há séculos os filósofos, os religiosos e toda a sorte de “reles mortais” conhecem – e discutem sobre – como moralidade.

O que é ser moral? O que é ser imoral? O que é ser amoral? Depende.

Na verdade, o que é importante aqui é o que a moralidade representa em termos de classificação dos que vivem em sociedade: somos bons ou somos maus!

Esse é o ponto chave da vida em sociedade, sermos morais, ou seja, bons. Se vivermos bem em sociedade, somos morais. Não cabe aqui julgar se os valores morais que hoje nos são impostos condizem com a atual situação da sociedade e se convém que sejam muitos dos mesmo que de séculos atrás. O fato é que há uma moralidade estabelecida, que para ser cumprida hoje em dia estão documentadas em leis. Mas o conjunto destas normas morais forma um código maior e mais pessoal: um código de ética. A ética é o conjunto dessas moralidades. Ser ético é ser mais que moral: é não só ser bom, como é ser justo.

Desde a criação de Superman, o avô dos super-heróis, esse é o tema dos quadrinhos de super-heróis. A luta entre o bem e o mal, a busca da moralidade, do bem maior para a humanidade, da verdade e da justiça. Ser um herói é ser bom. Os heróis lutam contra o que é mau e o que vai contra a moralidade.

Mas como pode alguém com tantos poderes usá-los só pelo bem alheio? Que tipo de bondade e moralidade é essa? O Super-herói não é só bom, ele é altruísta, ele ama os demais. Mas será só isso? Será que na vida heroica de Superman, o que ele faz é só por pura bondade ou é essa a forma que ele tem de se sentir aceito, ou no conceito mais primitivo, humano? E se for por ser aceito, ele continua sendo altruísta ou não é nada mais do que egoísta? Ele salva a todos, inclusive vilões, porque ele é bom ou porque é o aceitável, o moral, o ético a fazer?

Vejamos o caso de Bruce Wayne, que teve os pais assassinados. Ele é um herói por que quis acabar com vilões que podem deixar crianças órfãs? Ou porque na época ele era incapaz de fazer algo para defender seus pais e quer suprir a culpa agora? É vingança? É moralidade? Mesmo que seja, será que todo mundo acha que o Batman é bom? É justo? É ético?

Será que esses adjetivos não se desencontram às vezes? Ser ético é ser bom, é ser justo, é ser moral, é ser heroico? Sempre?

E então chegamos aos Titãs. Mas para elucidar esse tema não vou falar de equipes, de medalhões titânicos, ou de personagens atuais, não quero tampouco falar sobre o quanto cada um é heroico. Quero tratar de um querido personagem: Eddie Bloomberg, o Demônio Vermelho!

Eddie era um garoto comum que vivia com sua tia Marla em meio ao mundo do cinema e das “celebridades”, que adorava quadrinhos e coisas que hoje chamam de cultura pop, e que sonhava em ser parceiro de seu herói favorito, o Demônio Azul. Eddie ansiava pelo carinho e aprovação de Dan, o Demônio Azul. Apenas ele e sua tia eram o que Eddie podia chamar de família. E após um tempo, Dan foi só o que restou, já que Marla morreu. Mas Dan teve um involuntário envolvimento na morte dela, e por isso não atentou mais à Eddie.
Eddie, na ânsia de ser aceito, criou um uniforme de Kid Demônio para ajudar seu ídolo. Eddie procurou ajuda do projeto de Luthor, o Everyman para ser um herói, mas não foi aceito. Eddie fez então algo desesperado para realizar seu sonho de ser um herói: com a ajuda de seu único amigo na época, Zachary Zatara, foi ao inferno e aceitou uma eternidade de escravidão em troca de uma curta existência terrena com poderes que o tornariam um herói como seu ídolo ao fazer um pacto com o demônio Neron.

Resultado? Sua relação com Dan não melhorou, já que ele descobriu que por Dan ter feito o mesmo tipo de pacto com Neron, sua tia havia morrido. Com isso sua confiança em Dan foi abalada, exatamente o quebraria o pacto e daria direito a Neron de levar a alma de Eddie ao inferno com 21 anos de idade, como escravo.

Eddie foi altruísta? Ele tinha desejos morais de se tornar herói? Ele foi ético ao se vender ao inferno por poderes? Talvez, ou provavelmente, não! Eddie quis poder estar ao lado da única figura paterna que ele tinha. Ele quis ser visto e valorizado. E para isso ele usou de recursos que se quer passariam pela cabeça da maioria das pessoas aceitar.

Mas Eddie teve a felicidade de estar entre os Titãs. Lá ele pode usar os seus poderes para ajudar os demais. E que melhores exemplos ele poderia ter ao seu lado? A filha de um mercenário de aluguel que foi, durante muito tempo, sua melhor amiga e, talvez, amor; uma alienígena de uma raça nada “boa” que escolheu o caminho da moralidade humana; uma garota perturbada pelas suas perdas, com um pacto semelhante ao seu com o deus da guerra; e um jovem que perdeu seu pai por querer ser um herói. Eddie estava aprendendo a fazer o bem, a ser um herói, mesmo entre tropeços, burradas e pela busca por aceitação dos demais. E ele conseguia se ver como um igual a todos aqueles que estavam com ele, aos seus colegas Titãs. Até que sua antítese apareceu: Jaime Reyes, o Besouro Azul III. Jaime e Eddie eram opostos. O yin e o yang. O Azul e o Vermelho.

Em Jaime, Eddie via todos os seus erros e tudo o que ele não gostava em si próprio. Jaime era fisicamente um humano, embora usasse uma armadura. Eddie era fisicamente um diabo. Jaime foi “escolhido” pelo escaravelho para ser um herói. Eddie desceu ao inferno para ter poderes e ser um. Jaime tinha família e amigos. Eddie mal conseguia se manter ao lado dos Titãs. Jaime tinha ajuda constante do escaravelho em suas costas. Eddie tinha a si próprio. Jaime chamou atenção de todos quando chegou. Eddie nem podia ser abraçado por ter a pele em brasa. Entre tantos outros pontos dissonantes.

Mas ambos passaram por cima disso tudo e se tornaram amigos. E Eddie foi se tornando um Titã heroico e valoroso, resistindo bravamente com Jaime, dando suporte a Cassie, enquanto a equipe ia se desmantelando aos poucos. Eddie, embora por caminhos tortuosos, foi se tornando bom.

Até o dia em que perdeu seus poderes por ser mordido pelo Irmão Sangue. Eddie era novamente apenas humano e se sentiu um incapaz por isso.

Eddie não se via mais como parte da equipe, ele não podia mais oferecer muito além de suporte. E foi assim que ele se foi...

Enquanto os demais, incluindo a não Titã Traci 13, resgatavam a Moça Maravilha, Eddie precisou usar toda sua falta de poderes para tirar um preso de Alcatraz que, por causa do Quinteto Mortal, tinha se tornado radioativamente instável e estava para explodir, podendo matar inúmeras pessoas. Enganado pelo Calculador, Eddie foi atrás da bomba-humana e a levou para longe, para o alto, onde ela poderia explodir com um número muito baixo de vítimas: ele próprio. Eddie sucumbiu deixando claro que era um Titã completo, entoando o mantra de todos que foram Titãs: Titãs Unidos!

Eddie morreu como um legítimo herói, dando sua vida em troca da dos demais. Eddie entendeu o que profundamente era ser um Titã. Mais do que ter poderes, ser um herói era escolha sua, ser bom e fazer o que era melhor para todos, sem ser “super”, dando sua vida em sacrifício. Ele não só salvou os seus amigos, como salvou a cidade, os vilões e ensinou a quem mais precisava, que o mundo precisa dos Titãs: a Moça Maravilha. E com isso ela pode tirar o mundo que carregava nas costas e conduzir sua equipe para o destino de heroísmo para o qual nasceu.

Mas, ao final de tudo isso, ficam algumas perguntas: Eddie era ético e moral? Muitos talvez digam que não, já que ele fez um pacto com o demônio. Ele era a síntese da questão universalmente discutida “os fins justificam os meios?”. Ainda assim, mesmo que não fosse totalmente moral, Eddie era, por isso, mau? Nunca! Podia um Demônio ser bom? Poucas vezes os Novos Titãs encontraram alguém com um coração tão bom e que tivesse feito tanto bem aos demais. Então ele foi um herói? Sim. Mas ele foi mais heroico enquanto tinha poderes ou enquanto humano? Bem, aí já é questão de opinião.

O certo é que o que é moral, justo, bom, ético ou heroico tem sido tema de discussões e devaneios ao longo do desenvolvimento do pensamento humano, e será ainda por gerações, tanto mais quanto mais a humanidade “evoluir” e mudar. Entretanto, se querem saber o que eu tenho a dizer sobre Eddie Bloomberg, o anjo conhecido como Demônio Vermelho, é, independente de tudo, que ele é meu bom herói!

15 de mar. de 2011

Questão de Opinião: edno odut es anrot ocigám

Ou "Como uma coisa leva às outras" - Parte III

[PARTE I]

[PARTE II]

Ao longo da história deste planeta os hominídeos vêm evoluindo. Desde os Neandertais, como Vandal Savage, o “homem” veio evoluindo (claro que em uma visão científica, que não encontra aceitação entre os religiosos criacionistas, mas este é um aparte), de Homo habilis, aquele que tinha habilidade para criar suas ferramentas e "descobriu" o fogo, ao Homo erectus, o homem que andava sobre os membros inferiores ficando em pé, até chegar ao que dizem ser a nossa espécie, os Homo sapiens, aqueles que pensam, muito embora essa capacidade nem sempre seja tão bem usada.

No multiverso dos quadrinhos de super-heróis há, porém, novas raças, novas espécies humanas. No universo Marvel, por exemplo, existem os Homo superior, os ditos mutantes. Uma ração humana evoluída. Já no Multiverso DC, existe uma raça que vive paralelamente à humana, os Homo magi.

Os Homo magi são seres fisicamente idênticos a nós, mas que tem a habilidade inerente de manipular magia. Em outras palavras, são mágicos de nascença.

Grandes nomes da história do multiverso DC são, ou foram, Homo magi. Entre os principais estão o mago Zatara e sua filha Zatanna, ambos já tiveram passagem pela Liga da Justiça e conseguem usar sua magia pronunciando ao contrário o que desejam que aconteça. Outros nomes não são tão conhecidos assim, como Árion, o atlante representante da Ordem, que já mencionei anteriormente.

Mas existem três nomes, ligados (direta ou indiretamente) aos Novos Titãs, de Homo magi que merecem atenção.

O primeiro deles é o Titã do Ano Perdido, Zachary Zatara, sobrinho do grande mago Zatara e primo de Zatanna. Zach, assim como os demais de sua linhagem, consegue realizar encantamentos pronunciando as frases no sentido inverso, porém com a particularidade de seus feitiços não possuírem efeito sobre pessoas, apenas objetos. Zatara foi membro durante um curto espaço de tempo onde construiu uma grande amizade com o Novo Titã Kid Demônio, depois Demônio Vermelho. Após, Zach “ajudou” os Novos Titãs da fase “Um ano depois” a reencontrar Ravena que estava percorrendo o mundo fugindo do Titã que havia traído a equipe. Zach em seguida foi pouco visto ou mencionado, até que ele estrelou a “segunda história” do título dos Novos Titãs, da fase de Felícia Henderson, conhecida como “Coven of Three”, junto com Traci 13 e Alice Sombria.


Traci também é conhecida dos fãs de Titãs por ela ser a namorada do Besouro Azul, Jaime Reyes, tendo sido personagem recorrente em seu título solo e também nos Novos Titãs, especialmente a fase de recrutamento, por volta da edição 66. Traci consegue realizar toda sorte de encantos, o que faz mesmo sem o consentimento de seu pai, já que sua mãe morreu devido à magia.


Já Alice surgiu nas páginas de Aves de Rapina e depois teve papel importante na Crise Infinita ao lado dos heróis mágicos do Pacto das Sombras. Ela foi vista novamente quando capturada pelo Clube Lado Negro, onde teve que lutar com outra personagem surgida de Aves de Rapina, a Marginal, que se descobriu ser sua parente, embora não se saiba em qual grau, o que se leva a pensar que ela também seja uma Homo magi. Marginal já esteve quase ligada aos Titãs na mesma época em Traci, já Alice o mais próximo que chegou foi ser publicada no Brasil na mix dos Novos Titãs da Panini. Alice consegue invocar e utilizar facilmente os poderes de qualquer herói místico, Homo magi ou não.


A história desses três se cruza quando três demônios do inferno tentam roubar suas almas para escapar de lá (parece que nem eles aguentam tamanha danação), um plano que já era tramado desde antes de seus nascimentos.


Para isso os demônios criam um mundo onde os maiores desejos dos três são realizados: Traci é poderosa como uma deusa, Zach tem de volta sua namorada que estava morta e, com ela, seus gêmeos nunca antes nascidos, e Lori, a Alice Sombria, tem de volta sua família, mãe viva (não mais morta-viva) e pai sóbrio. Eles têm 24 horas para quebrar o encanto ou os demônios conseguirão escapar. Traci quer acabar com essa realidade estranha, já que seu pai teve de morrer para que ela conseguisse progredir na magia e se tornar a deusa que é. Zach está confuso e não sabe o que quer. Lori é veemente em dizer que prefere viver assim, como em seus sonhos.


Entre meio a discussões e batalhas eles encontram os artefatos, conhecidos como avatares, que podem quebrar o feitiço, e depois de unirem forças e, aparentemente, destruí-los o universo volta ao normal sem sequelas. Eles concordam que a união feita por eles é poderosa e que deveriam se unir mais vezes, se preciso, e se denominam “Coven of Three”, algo como “A Convenção dos Três”. Mas nem tudo são flores, já que cada um deles sai com um segredo desta batalha... e os demônios não se dão por vencidos.


Interessante dessa história é a menção do Demônio Vermelho, onde Zach diz que Eddie havia sido um dos poucos que ele pode chamar de amigo, e Traci diz sentir sua falta também.


Estes três Homo magi reuniram-se apenas por essa aventura até agora, mas seria interessante que uma equipe como essa, criada para ocupar espaço em uma fase tão deficitária dos Novos Titãs como foi a fase pré-Krul, vingasse, pois supriria a falta deixada pelo Pacto da Sombras de um título com temática mística, onde o impossível e o improvável são comuns.

Embora os seres místicos sejam muitos no UDC, a maioria não é Homo magi, como por exemplo, a Titã Ravena. Mas os Homo magi estão em Atlântida, entre os representantes da Ordem e do Caos, e até entre o hall de Titãs.


Estes Homo magi se uniram só uma segunda história, como a da Devastadora, mas tem algo que pode pôr qualquer um que use um S no peito abaixo: Magia!