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1 de mai. de 2012

Titãs e o sucesso de New 52

O texto abaixo contém SPOILERS!

Mesmo com muitos reclamando — uns com razão, outros apenas por birra –, o reboot da DC, chamado de The New 52 (TN52), foi um sucesso absoluto. A nova série de revistas fez com que a DC dominasse mais da metade do mercado de HQs americanas sozinha durante alguns meses. Entretanto, desde outubro de 2011, ela perdeu força, fazendo com que a Marvel ultrapassasse a Distinta Concorrência. Porém, o The New 52 continua um sucesso. A Marvel esteve à frente nas vendas em apenas 1%, e das 10 HQs mais vendidas de dezembro de 2011, oito foram da DC, enquanto a Casa das Ideias ficou com duas posições.

Os Titãs originais reforçando a união do grupo em JLA vs TITANS #03 [2000]

Por enquanto, TN52 ainda tem gás, especialmente com as edições de JUSTICE LEAGUE, BATMAN, GREEN LANTERN e ACTION COMICS. Mas o fato de uma segunda tentativa de títulos serem lançados em Maio e, uma possível terceira leva muito em breve, põe em cheque a duração deste sucesso.

Naturalmente, a Editora tem alguns trunfos para reverter alguns erros, como os já citados Wally West e Pandora. Em toda sua história, a DC tentou reorganizar sua cronologia através de megassagas cósmicas, como Crise nas Infinitas Terras, Zero Hora, Crise Infinita, Crise Final e agora, com Ponto de Ignição. Com todas as mudanças propostas por cada uma destas sagas, muito continuou mais do mesmo, sugerindo que em alguns dez ou vinte anos, a casa terá toda sua história mesclada (sucesso antigo + sucesso contemporâneo).

Roy Harper tenta fazer com que Estelar se lembre de amigos como Dick, Lilith, Garth, Gar e Vic
                                       em RED HOOD AND THE OUTLAWS #01 [2011].
Em relação aos Titãs, pode-se supor que veremos mais dos Titãs clássicos tornando-se vilões que tentarão destruir a equipe atual. Isto poderá separar os Titãs originais do novo universo e legitimar a incoerência editorial já comentada neste blog. De certa forma, esta estratégia poderá ser uma forma de destruir o significado de tais personagens para os fãs mais recentes, que jamais retornarão às estórias clássicas para conhecer mais do grupo. Ou seja, oficializar a tentativa de "renegar" a cronologia dos Titãs e substitui-la pela da Justiça Jovem, o que vem sendo feito com grande sucesso (vide a animação YOUNG JUSTICE).


Ao observar a Marvel, mesmo com alguma bagunça inevitável na cronologia editorial, pode-se perceber que os X-Men de [Chris] Claremont não se tornaram monstros ou tiveram sua história apagada. Muito menos os X-Men dos anos 70-80. Kitty Pryde continua sendo Kitty Pryde, por exemplo. Evita-se alterações drásticas para impedir a descaracterização de personagens, como já dito por Millar


De volta à DC, a única razão pela qual Dick [Grayson] continua sendo idolatrado pelos fãs mirins se deve ao simples fato dele estar intimamente integrado ao universo do Batman. A Atual revista, não tem nada a ver com Dick ter sido líder dos Titãs. O mesmo é dito pelo Exterminador e pelo Cyborg (na Liga). Personagens como Donna Troy e Wally West desapareceram da cronologia. Há quem aposte que ambos se tornarão a chave para o reboot do reboot.

Red Robin cita os Titãs como um grupo de existência prévia em TEEN TITANS #02 [2011].


Situações embaraçosas até mesmo surgiram entre fãs antigos e atuais do grupo. Há aqueles que fazem birra para ter seu personagem de volta ao mesmo tempo em que outros esperneam para não terem que acompanhar algo do passado. Acredito que se mantivessem um pouco da história do grupo, pelo menos as partes essenciais, não haveria tamanho desgaste dos fãs. Se você que está lendo isso acha uma bobagem, então não reconhece a importância de acompanhar toda uma diversão única ao longo dos anos. 


As estórias antigas estavam cansativas? Com certeza! Mas, não seria necessário tanta alteração. Muitos personagens foram descaracterizados ao ponto de não serem mais os mesmos. São situações que nem precisam ser exemplificadas. Pode-se notar também que muitos Titãs ainda darão as caras após o atual Crossover (The Culling) e o lançamento da nova revista RAVAGERS. Se puderem se lembrar, Lilith substituiu Ravena em tal arco para que esta possa voltar (como uma vilã, provavelmente) em TRINITY.

Infelizmente, o sucesso do novo UDC trará danos irreversíveis aos Titãs, como explicados acima.

Red Robin parece citar o nome "Titãs" pela primeira vez em TEEN TITANS #04 [2011].

E pensar que o termo "LEGADO" era algo respeitado pela DC...

Recentemente, foi lançada a pesquisa abaixo para uma análise do que os fãs vêm achando do TN52. Eis o resultado "mano-a-mano".



Obs.: Este texto reflete a opinião do autor e não do coletivo do blog.

14 de mar. de 2012

O Guardião Titã


Malcolm Duncan encontrou os Titãs pela primeira vez durante um confronto contra uma gangue de punks nas perigosas ruas do Harlen, quando foi auxiliado pela equipe (em trajes civis). Logo, se tornaram amigos e os Titãs confiaram a Mal suas identidades secretas, convidando-o a tornar-se um novo membro.

Porém, depois que o grupo retornou às atividades de super-heróis, Mal começou a sentir que nada tinha a oferecer à equipe. Foi então que conheceu Karen Beecher (Abelha), que o ajudou a realizar seu sonho de ser igual aos Titãs.

Então, em Teen Titans #44 (Novembro de 1976), Mal descobre um exoesqueleto que reforça sua força e o traje do Guardião. Usando isto, ele se tornou o segundo Guardião.

Os dois Guardiões (Mal e Jim Harper) finalmente se encontraram em Superman Family # 191-193 (Set. 78 – Fev. 79), quando Mal ajudou a resgatar o clone Harper de Adam, um clone maligno criado usando material genético de Harper e Dubbilex, que haviam tomado o controle do Projeto DNA.

Depois de assumir o manto de Guardião, Mal lutou contra Azrael - O Anjo da Morte. Acreditando que fosse uma alucinação, Mal se surpreendeu ao acordar com a Trombeta de Gabriel. Tendo derrotado Azrael, Mal é permitido viver, desde que ele nunca perca uma outra luta. A Trombeta dá a Mal poderes não especificados, sempre que as chances estão contra ele na batalha. Armado com a Trombeta, Mal assume a alcunha de Hornblower. Entretanto, Mal logo retorna à sua identidade de Guardião, afirmando que muitas pessoas sabiam que ele era Hornblower. Na verdade, a Trombeta havia sido roubada.

Com a reformulação provocada pela Crise nas Infinitas Terras, a origem de Mal foi recontada e seu período como Guardião foi retirado da cronologia.

25 de jan. de 2012

S de Supergirl - Parte II

Continuando o Especial S de Supergirl. A parte II mostrará Cir-El, Kara Zor-El moderna, Ariella Kent e algumas Supergirls do Multiverso. Confiram:

[Spoilers]

Supergirl (Cir-El)
Cir-El foi criada Steven Seagle e Scott McDaniel e teve sua primeira aparição na edição Superman The 10 Cent Adventure de 2003. A trama mostrou quando um vilão enlouquecido chamado Radion atacou Metropólis, uma jovem fantasia saltou para batalha e derrotou o vilão em frente a uma equipe de reportagem da TV e Lois Lane. A garoto se identifica como Supergirl, a filha do Superman. Chateada, Lois enfrenta seu marido, acusando-o de ter um caso, se recusando a acreditar a sua alegação de inocência, uma vez que Supergirl se parece com ele.

4 de jan. de 2012

S de Supergirl - Parte I

A Garota de Aço já teve várias versões, o que causou grande confusão na cronologia do Superman. Neste especial vamos conhecer suas versões: Algumas histórias anteriores ao surgimento da Supergirl foram essenciais na criação da Garota de Aço. Confiram:

17 de dez. de 2011

Uma Homenagem Clássica

Por: Victor Vaughan

Arte: Alejandro Garcia, Bill Walko, Weber Carvalho, Marcus Mebes, Tarcisio Aquino, Jonas Trindade, Leo Cez, Adriano Augusto, Gustavo Sleman.

Qual o segredo do título de maior sucesso de vendas da DC de todos os tempos?


19 de abr. de 2011

Primordial Superboy

Na época em que infinitas Terras paralelas formavam o Multiverso da DC Comics, uma Terra em especial surgiu: a Terra Primordial. Esta Terra foi apresentada como a Terra "real", a realidade verdadeira, onde os leitores viviam e a DC Comics funcionava como uma editora e todos os super-heróis eram fictícios. Apareceu pela primeira vez em Flash #179, de 1968, onde Barry Allen, o Flash na época, viaja acidentalmente da Terra 1, para a Primordial. Nisso, Barry acabou encontrando o editor da DC Comics, Julius Schwartz, que o ajuda a construir uma esteira cósmica para voltar à Terra 1. Eventualmente, foi afirmado que os escritores da DC Comics da Terra Primordial, inconscientemente, baseavam as suas histórias sobre os heróis na Terra 1 e Terra 2.

A partir daí, a Terra paralela passou a ser usada constantemente. Em uma das constantes reuniões entre Liga da Justiça da América, da Terra 1, e Sociedade da Justiça da América, da Terra 2, as equipes encontram os escritores Carry Bates e Elliot S! Maggin, vindos da Terra Primordial.

Porém, a história da Terra Primordial desviou-se significativamente da história da “verdadeira” Terra com o advento de dois super-heróis nativos. O primeiro, Ultraa, um alienígena criado na Terra que após seu primeiro encontro com a Liga da Justiça, decidiu que sua Terra não estava pronta para super-heróis e se mudou para a Terra 1.

O segundo foi o Superboy Primordial. A contraparte “Primordial” do Superman surgiu em DC Comics Presents #87 (de Novembro de 1986), sendo criado por Elliot S! Maggin e Curt Swan, que se basearam no personagem original de Jerry Siegel e Joe Shuster. Na trama, Kal-El foi enviado as pressas de Krypton por seu pai biológico Jor-El, quando o Sol vermelho do planeta entrou em supernova. Na Terra, acabou sendo achado numa mata por Jerry e Naomi Kent, que se tornaram seus pais adotivos. Batizado de Clark Kent, nome de solteiro de Naomi, o bebê quase não ganhou esse nome, pois Jerry não queria o batizar o nome de um personagem de quadrinhos, o Superman, que como dito anteriormente, que assim como todos os heróis, era fictício na Terra Primordial. Nerd amante de quadrinhos, Clark era gamado por sua vizinha e melhor amiga Laurie.

Clark cresceu como um garoto típico sem poderes especiais. Mas, assim como seu “homônimo da ficção”, pensou em um dia se tornar repórter. Certa vez, brincando com seu próprio nome, foi a uma festa à fantasia como Superboy.

A passagem do Cometa Halley naquela noite acabou manifestando os poderes do jovem, que se encontrou com o Superman da Terra 1, que havia parado na Terra Primordial.

Nisso, os efeitos da Crise nas Infinitas Terras afetaram todo o Multiverso, destruindo infinitas Terras paralelas. Infelizmente a Terra Primordial foi uma das vítimas. Jogado no meio de uma grande crise após ter perdido amigos, amor e família no ápice de sua vida, o desolado, mas corajoso jovem, recrutou a si mesmo no exército de heróis que estava prestes a enfrentar o Antimonitor na Aurora do Tempo, em Crisis on Infinite Earths #10. Numa entrevista a revista Wizard na comemoração dos 25 da saga, George Pérez declarou que eles (Marv Wolfman e ele) não tinham o que dizer a respeito de Superboy, que era outra “ponta solta” que necessitavam amarrar. Isso deu aos autores três personagens similares: dois Supermen e o Superboy, o que foi um desafio para Pérez, que precisava fazê-los parecer diferentes.

Após a batalha na Aurora do Tempo, a história do Universo foi alterada e todo o Multiverso foi apagado, o que jogou as chances de Primordial ver sua Terra de volta por água abaixo. Mesmo assim, o jovem herói seguiu de cabeça erguida e foi fundamental na luta decisiva contra o Antimonitor, ao lado de Superman da Terra 2 e Alex Luthor Jr da Terra 3. Ao final da saga, a ordem era simplificar o Universo do Superman, então, Wolfman e Pérez se mantiveram fieis ao espírito que a DC queria, mas permitiram que Superman da Terra 2, sua esposa Lois Lane, Alex Luthor e Superboy se retirassem de cena com uma verdadeira dignidade e triunfo. Um carinhoso adeus. A solução achada foi Alex ter os levado à uma outra dimensão. Superboy foi junto, já que depois de tanto se sacrificar, queria paz ou algo melhor que a morte.

Em 2005, foi lançada a minissérie Crise Infinita, considerada continuação direta de Crise nas Infinitas Terras. Na saga, foi revelado o destino dos quatro. Aprisionados em um “paraíso”, o quarteto agia como uma família, até que Lois adoeceu misteriosamente, o que isolou Superman de Primordial, o que acabou por desolar o jovem, já que o velho herói agia como um tutor e estimulante para que o garoto não tombasse diante tanta solidão. Os efeitos de ter perdido sua família, seu amor, seu Universo, para salvar um Universo composto de gente que ele conhecia apenas pelos quadrinhos que lia somados a frustação do destino não retribuir seu sacrifício e junto a isso a solidão do limbo, causaram efeitos devastadores na mente jovem de Primordial, que já enfraquecido emocionalmente, foi manipulado por Alex Luthor, seu “amigo”.

Irado por ver que sacrifício deles foi em vão, já que o Universo cada vez mais se corrompia, Superboy passou a socar a barreira da realidade, o que alterou toda a realidade do UDC, modificando as origens de diversos personagens. A principio, uma coisa tosca, mas se pararmos para pensar, é uma analogia as tantas pessoas emocionalmente instáveis cujas conseqüências disso pode alterar tudo ao seu redor.

Ao conseguirem quebrar a barreira, Alex e Superboy passaram a influenciar eventos para favorecer seu plano de encontrar a Terra perfeita. Com tudo encaminhado, a dupla fez tudo pelas costa do Superman da Terra 2 e chegaram a Terra quando este rompeu a barreira em definitivo. Ao contatar Poderosa, Superboy se auto-intitulou Superboy Primordial pela primeira vez. Muito frustrado com o que sua vida se transformou, ele queria mostrar ao mundo o que ele podia fazer, porque ele mal teve a chance de ser Superboy. Primordial tinha inveja e raiva de Conner Kent, Syperboy. Inveja por ele ter uma vida que ele sempre sonhou em ter e raiva por ele dar as costas à essa vida no momento em que seus entes queridos mais precisavam dele. Coenscidência ou não, lembra muito o comportamento de muitos adolescentes por aí. Ao enfretar Conner, Primordial promoveu uma verdadeira chacina, assassinando diversos Titãs, perdendo todo seu controle e pouca estabilidade emocional que tinha. Perguntado como a batalha de Superboy Primordial com os Titãs ficou fora de controle tão rapidamente, o editor Dan Didio disse:
“Superboy é um adolescente criado em isolamento, com hormônios, grande peso em seu ombro e com os poderes de um deus. Ele nunca aprendeu como manter seus poderes ou emoções sob controle, então, quando confrontado, a situação esquentou e ele não tinha idéia de como parar. Pense em uma situação onde você, como um adolescente, perdeu a paciência. Agora imagine que você tem o poder de esmagar um planeta. Você acha que a situação teria terminado de forma diferente? Este é o momento em que o Superboy Primordial atravessa o ponto de não retornar e se tornar a maior ameaça que o universo já conheceu.”
Após ter sido humilhado pela Família Flash e ter adquirido uma estranha “fobia” de Flash, Primordial fugiu da prisão em que Kid Flash o colocou a tempo de presenciar a morte de Conner e finalmente percebeu que Alex o tinha tapeado e num ato totalmente sem noção e egoísta, Superboy pretendiar causar um novo Big Bang para ser o único herói do Universo. Primordial acabou sendo impedido pelos Supermen e a Tropa dos Lanternas Verdes, o que acabou custando a vida do Superman da Terra 2. Superboy acabou sendo aprisionado em Oa, onde mais uma vez isolado, se entregou a loucura "cravando" o símbolo do Superman em seu peito.

Libertado e recrutado pela Tropa Sinestro, Superboy finalmente pôde reencontrar os defensores da Terra e acabou finalmente se vingando da destruição de sua vida ao detonar o Antimonitor. Conseqüentemente, o jovem foi parar no novo Multiverso (que surgiu após Crise Infinita) graças ao sacrifício de um Guardião do Universo. Assim, se iniciava sua louca jornada em busca de sua Terra perfeita, destruindo Terras e matando inocentes. na jornada A loucura de Pirmordial tinha chegado ao extremo, assim como seus poderes, que foram “bombados” pelo sacrifício do Guardião.

Por fim, após ser mais uma vez tapeado por alguém que buscava beneficio próprio, Superboy enfrentou o Monarca e esta batalha resultou na destruição do Universo da Terra 51, assim como a perda de seus músculos e aparência mais velha, que também foram resultados do sacrifício do Guardião de Oa.

Dado como mortos por muitos, foi revelado que Superboy foi resgatado do Fluxo do Tempo pelo Sr do Tempo, que o enviou para o século XXXI para ser usado como uma arma contra a Legião dos Super Heróis. Chegando lá, Superboy, jovem novamente, descobre que ele é considerado um fiasco, o que o irrita mais ainda, causando grande ira, já que, segundo sua distorcia “busca pelo bem”, todos os seus atos foram em vão. Irado, decide destruir todo o legado que Superman construiu no futuro, o que inclui a Legião. Uma ironia vindo de quem clamava que seria o Superman.

Recrutando diversos vilões da equipe, Primordial forma uma gigantesca Legião de Supervilões. No intuito de derrotá-lo, a Legião convoca Superman, outras duas Legiões de mundos alternativos e Sodam Yat. Este era o enredo da minissérie Final Crisis: Legion of Three Worlds. Na trama, Superman tentava a qualquer custo convencer Superboy que ele podia ser uma boa pessoa. Para tal, Superman dialogava com o jovem usando como argumentos Laurie e os pais do garoto, o que irritou mais ainda o jovem, que violento, destroçou a mão do Homem de Aço com sua visão de calor.

Ainda em desvantagem, a Legião ressuscitou os dois únicos seres que podem derrotar o jovem: Conner Kent e Kid Flash. A dupla de jovens heróis são os únicos capazes de causar grande temor na pertubada mente de Primordial.

Durante a guerra, Senhor do Tempo seqüestrou os membros fundadores da Legião e revelou ser uma versão adulta do Superboy Primordial. Brainiac 5 ,então, decide promover um encontro entre as versões velha e jovem de Primordial. Como previsto por Brainiac 5, o Superboy Primordial, furioso com sua versão mais velha, já que clamava que não se tornaria algo daquele jeito, atacou si mesmo, causando um paradoxo que o enviou de volta a sua Terra Primordial.

Primeiramente feliz pelo retorno, Clark teve mais uma frustação pra sua grande coleção: ele passou a ser temido por seus pais e Laurie, que leram todas as ações dele pelas revistas em quadrinhos. Isolado em seu próprio "mundinho", Clark estava irado, mas ao mesmo tempo triste, já que finalmente conseguiu reencontrar o que queria, mas acabou se frustando da forma como encontrou. Durante a Noite Mais Densa, saga que vinha fazendo grande sucesso na DC, o editorial da editora resolveu envolver Clark. Assim, foi mostrado que o Lanterna Negro Alex Luthor Jr devolveu os poderes de Clark para poder atacá-lo junto as versões Lanternas Negras das vitimas de Primordial.

Histérico, Superboy atacou os responsáveis pela DC Comics, incluindo Dan Didio, culpando-os pelas tragédias que aconteceram em sua vida, já que foi eles que “escreveram” sua vida e que ele está cansado disso. Durante a batalha, Clark roubou e usou um dos anéis negros de seus adversários. Ao usá-lo, mimetizou os poderes das outras tropas para destruir seus inimigos. Em seguida, Superboy é recepcionado por Laurie, como Lanterna Negra. Não se sabe qual foi o destino do Superboy Primordial.

por uns e amado por outros, Superboy Primordial retornará, conforme anunciado, em Teen Titans #98, acompanhado de alguém e atacando Conner. É esperar pra ver como sua pertubada personalidade será mostrada.

24 de mar. de 2011

PACESSETER #11 - Meu artigo


O artigo abaixo corresponde ao original publicado na revista PACESSETER #11, em homenagem ao mestre George Pérez. Sem falsa modéstia, sinto-me muito orgulhoso por ter feito parte da comemoração de 30 anos da fase W/P nos Novos Titãs. Espero que apreciem a sinceridade.


Como todo garoto de oito anos, eu costumava assistir à TV após voltar da escola. Eram comuns desenhos animados como Thundercats, Silverhawks, Smurfs, etc. Eu, particularmente, preferia os que eram compostos por heróis unidos em um grupo, como Superamigos, por exemplo.

Certo dia, após assistir à Thundercats, pedi à minha avó que me desse algum dinheiro para comprar um gibi (como chamávamos os quadrinhos, aqui no Brasil, na época). Fui à banca mais próxima certo de que traria uma edição dos felinos. Entretanto, em minha frente, me deparei com uma garota de colante vermelho, cheio de estrelas, que, obviamente, me remeteu à Mulher-Maravilha. Na capa, havia outros heróis, como Ricardito, Robin, Aqualad e Rapina. Foi meu primeiro contato com a DC Comics. Eu já conhecia personagens como Arqueiro Verde, Superman, Batman e etc, mas não fazia idéia que existia um universo editorial próprio para cada herói.

Então, me surgiu a dúvida de comprar ou não aquela edição. Comprei! Fiquei maravilhado com o roteiro e com os personagens. A edição foi desenhada por Eduardo Barreto, artista com quem me simpatizei imediatamente. Ao chegar em casa, meu cunhado viu a revista e disse que ele tinha outras edições do mesmo título. Assim, ele me levou à garagem de sua casa e me mostrou inúmeros títulos, como Tarzan, Batman, Fantasma e NOVOS TITÃS. Fiquei maravilhado.

Era NT #16... Aquela em que Dick ajuda Donna a desvendar parte de sua origem. Embora tivesse gostado muito de Barreto, o artista da tal edição me cativou de uma forma inesperada. Era George Pérez. Como alguém seria capaz de definir um personagem tão fiel à realidade humana? A arte era palpável e magnetizante. Pérez foi capaz de fazer que um garoto de 8 anos pudesse se fascinar com um mundo, geralmente, admirado por pessoas mais velhas. Ou seja, garotos daquela idade curtiam personagens mais infantis, como Tio Patinhas e Mickey, mas, a partir daquele momento, vi que jamais sairia dos quadrinhos voltados a super-heróis.

Fiquei ansioso para adquirir todas as edições anteriores e, com a ajuda do meu cunhado, fui capaz de obtê-las. Tornou-se um vício e uma tortura esperar pela edição seguinte. Wolfman me prendia com seu roteiro maduro e carismático, fazendo com que sentíssemos estar ali, junto aos heróis. E, Pérez, claro, fazia sua parte de tornar tudo aquilo real.

Os Novos Titãs não são, para mim, mera ficção. Eles são reais e meus amigos. Sofri com cada um deles as adversidades de suas vidas. Mas quem seria capaz de fazer isso? Como isso era possível? Não me alienei naquele mundo, entretanto. Fiz tudo que os meninos faziam, como brincar, ir à escola e até arriscar um namoro juvenil. Mas jamais dormia sem antes falar com Donna, Dick, Kory e os outros.

Não pretendo, com este texto, dissertar sobre minha afeição por estes personagens, mas sim, dedicá-lo ao mestre Pérez. Com ele sonhei em ser um artista de quadrinhos, com ele podia mimetizar as feições de cada personagem em seus dramas. Quem não se apaixonou por Donna ou Kory? Quem não se apaixonou por Dick ou Joey?

Após um hiato de alguns anos, quando foi substituído por Grummett, Pérez retornou contando a história de Donna Troy. Meu Deus! Era fascinante. O artista é um mutante, capaz de se superar a cada momento. Quanta perfeição, quantos detalhes. Foi quase um êxtase poder ver a dupla trabalhando novamente.

Bom, com o tempo, outras atividades foram tomando meu tempo, como a Universidade, por exemplo. Neste ínterim, a editora responsável por publicar as edições de Os Novos Titãs, no Brasil, havia cancelado o título. Fiquei anos no abismo, mas sem um dia sequer voltar no baú e ler e reler todas as sagas do mestre. Explorei sebos atrás de material antigo, sem falar em CRISE NAS INFINITAS TERRAS.

Após me formar Fisioterapeuta, no mesmo momento, a internet estava sofrendo seu boom de popularização. Podíamos ter acesso ao que estava acontecendo, em tempo real, com as edições americanas. Com isso, uma nova editora pôde trazer o grupo novamente ao Brasil. Embora não tivéssemos mais Wolfman e Pérez, a lenda já havia sido criada e o legado perpetuado.

Nesta inspiração, resolvi seguir os passos de meu amigo Bill Walko e produzir um site/blog similar ao dele. Então, a Torre Titã nasceu, tornando-se um sucesso entre os fãs brasileiros.

Mas o que isso tudo tem a ver com Pérez? Sem ele, acredito que uma parcela de mim fosse diferente. Ele ajudou a recriar os Novos Titãs e, de certo modo, influenciar meu comportamento família e de lealdade aos meus queridos. Agradeço ao mestre, por sua parcela de ter tornado minha infância tão deliciosa e saudável.

Com este advento, fui capaz de conhecer Marcus Mebes, grande amigo que me proporcionou algo que jamais esquecerei: A edição de George Pérez - Storyteller, autografada pelo próprio mestre.

Tudo parecia surreal! Era verdade? Era!

Pérez, você é uma lenda entre os leitores de quadrinhos. Não por sua fascinante arte, mas sim pelo que ela nos revela: Um ser iluminado, capaz de influenciar gerações e gerações de leitores, seja profissionalmente, ou em seu caráter.

Titans Together!

18 de mar. de 2011

Questão de Opinião: Pode um demônio ser bom?

Ou "Como Eddie Bloomberg nos ensinou o que é heroismo"

O que nos leva a sermos “bons”? Bons no sentido de “não sermos maus”.

Há com certeza diferentes respostas, motivos pessoais, religião, educação dos pais. Sim! Mas isso é uma coisa só. O fato de vivermos em sociedade – e cada vez a sociedade vem se tornando mais global – nos impõe que adotemos certas regras de conduta, certos comportamentos que fazem com que a vida nesta comunidade seja benéfica e útil a todos. Quem por ventura não se encaixa no padrão que a sociedade, o coletivo vai definindo, é por que acaba quebrando tais regras: inclui-se aí toda a espécie de roubos, de homicídios, de discriminação, de quebra de valores. Esses valores constituem o que há séculos os filósofos, os religiosos e toda a sorte de “reles mortais” conhecem – e discutem sobre – como moralidade.

O que é ser moral? O que é ser imoral? O que é ser amoral? Depende.

Na verdade, o que é importante aqui é o que a moralidade representa em termos de classificação dos que vivem em sociedade: somos bons ou somos maus!

Esse é o ponto chave da vida em sociedade, sermos morais, ou seja, bons. Se vivermos bem em sociedade, somos morais. Não cabe aqui julgar se os valores morais que hoje nos são impostos condizem com a atual situação da sociedade e se convém que sejam muitos dos mesmo que de séculos atrás. O fato é que há uma moralidade estabelecida, que para ser cumprida hoje em dia estão documentadas em leis. Mas o conjunto destas normas morais forma um código maior e mais pessoal: um código de ética. A ética é o conjunto dessas moralidades. Ser ético é ser mais que moral: é não só ser bom, como é ser justo.

Desde a criação de Superman, o avô dos super-heróis, esse é o tema dos quadrinhos de super-heróis. A luta entre o bem e o mal, a busca da moralidade, do bem maior para a humanidade, da verdade e da justiça. Ser um herói é ser bom. Os heróis lutam contra o que é mau e o que vai contra a moralidade.

Mas como pode alguém com tantos poderes usá-los só pelo bem alheio? Que tipo de bondade e moralidade é essa? O Super-herói não é só bom, ele é altruísta, ele ama os demais. Mas será só isso? Será que na vida heroica de Superman, o que ele faz é só por pura bondade ou é essa a forma que ele tem de se sentir aceito, ou no conceito mais primitivo, humano? E se for por ser aceito, ele continua sendo altruísta ou não é nada mais do que egoísta? Ele salva a todos, inclusive vilões, porque ele é bom ou porque é o aceitável, o moral, o ético a fazer?

Vejamos o caso de Bruce Wayne, que teve os pais assassinados. Ele é um herói por que quis acabar com vilões que podem deixar crianças órfãs? Ou porque na época ele era incapaz de fazer algo para defender seus pais e quer suprir a culpa agora? É vingança? É moralidade? Mesmo que seja, será que todo mundo acha que o Batman é bom? É justo? É ético?

Será que esses adjetivos não se desencontram às vezes? Ser ético é ser bom, é ser justo, é ser moral, é ser heroico? Sempre?

E então chegamos aos Titãs. Mas para elucidar esse tema não vou falar de equipes, de medalhões titânicos, ou de personagens atuais, não quero tampouco falar sobre o quanto cada um é heroico. Quero tratar de um querido personagem: Eddie Bloomberg, o Demônio Vermelho!

Eddie era um garoto comum que vivia com sua tia Marla em meio ao mundo do cinema e das “celebridades”, que adorava quadrinhos e coisas que hoje chamam de cultura pop, e que sonhava em ser parceiro de seu herói favorito, o Demônio Azul. Eddie ansiava pelo carinho e aprovação de Dan, o Demônio Azul. Apenas ele e sua tia eram o que Eddie podia chamar de família. E após um tempo, Dan foi só o que restou, já que Marla morreu. Mas Dan teve um involuntário envolvimento na morte dela, e por isso não atentou mais à Eddie.
Eddie, na ânsia de ser aceito, criou um uniforme de Kid Demônio para ajudar seu ídolo. Eddie procurou ajuda do projeto de Luthor, o Everyman para ser um herói, mas não foi aceito. Eddie fez então algo desesperado para realizar seu sonho de ser um herói: com a ajuda de seu único amigo na época, Zachary Zatara, foi ao inferno e aceitou uma eternidade de escravidão em troca de uma curta existência terrena com poderes que o tornariam um herói como seu ídolo ao fazer um pacto com o demônio Neron.

Resultado? Sua relação com Dan não melhorou, já que ele descobriu que por Dan ter feito o mesmo tipo de pacto com Neron, sua tia havia morrido. Com isso sua confiança em Dan foi abalada, exatamente o quebraria o pacto e daria direito a Neron de levar a alma de Eddie ao inferno com 21 anos de idade, como escravo.

Eddie foi altruísta? Ele tinha desejos morais de se tornar herói? Ele foi ético ao se vender ao inferno por poderes? Talvez, ou provavelmente, não! Eddie quis poder estar ao lado da única figura paterna que ele tinha. Ele quis ser visto e valorizado. E para isso ele usou de recursos que se quer passariam pela cabeça da maioria das pessoas aceitar.

Mas Eddie teve a felicidade de estar entre os Titãs. Lá ele pode usar os seus poderes para ajudar os demais. E que melhores exemplos ele poderia ter ao seu lado? A filha de um mercenário de aluguel que foi, durante muito tempo, sua melhor amiga e, talvez, amor; uma alienígena de uma raça nada “boa” que escolheu o caminho da moralidade humana; uma garota perturbada pelas suas perdas, com um pacto semelhante ao seu com o deus da guerra; e um jovem que perdeu seu pai por querer ser um herói. Eddie estava aprendendo a fazer o bem, a ser um herói, mesmo entre tropeços, burradas e pela busca por aceitação dos demais. E ele conseguia se ver como um igual a todos aqueles que estavam com ele, aos seus colegas Titãs. Até que sua antítese apareceu: Jaime Reyes, o Besouro Azul III. Jaime e Eddie eram opostos. O yin e o yang. O Azul e o Vermelho.

Em Jaime, Eddie via todos os seus erros e tudo o que ele não gostava em si próprio. Jaime era fisicamente um humano, embora usasse uma armadura. Eddie era fisicamente um diabo. Jaime foi “escolhido” pelo escaravelho para ser um herói. Eddie desceu ao inferno para ter poderes e ser um. Jaime tinha família e amigos. Eddie mal conseguia se manter ao lado dos Titãs. Jaime tinha ajuda constante do escaravelho em suas costas. Eddie tinha a si próprio. Jaime chamou atenção de todos quando chegou. Eddie nem podia ser abraçado por ter a pele em brasa. Entre tantos outros pontos dissonantes.

Mas ambos passaram por cima disso tudo e se tornaram amigos. E Eddie foi se tornando um Titã heroico e valoroso, resistindo bravamente com Jaime, dando suporte a Cassie, enquanto a equipe ia se desmantelando aos poucos. Eddie, embora por caminhos tortuosos, foi se tornando bom.

Até o dia em que perdeu seus poderes por ser mordido pelo Irmão Sangue. Eddie era novamente apenas humano e se sentiu um incapaz por isso.

Eddie não se via mais como parte da equipe, ele não podia mais oferecer muito além de suporte. E foi assim que ele se foi...

Enquanto os demais, incluindo a não Titã Traci 13, resgatavam a Moça Maravilha, Eddie precisou usar toda sua falta de poderes para tirar um preso de Alcatraz que, por causa do Quinteto Mortal, tinha se tornado radioativamente instável e estava para explodir, podendo matar inúmeras pessoas. Enganado pelo Calculador, Eddie foi atrás da bomba-humana e a levou para longe, para o alto, onde ela poderia explodir com um número muito baixo de vítimas: ele próprio. Eddie sucumbiu deixando claro que era um Titã completo, entoando o mantra de todos que foram Titãs: Titãs Unidos!

Eddie morreu como um legítimo herói, dando sua vida em troca da dos demais. Eddie entendeu o que profundamente era ser um Titã. Mais do que ter poderes, ser um herói era escolha sua, ser bom e fazer o que era melhor para todos, sem ser “super”, dando sua vida em sacrifício. Ele não só salvou os seus amigos, como salvou a cidade, os vilões e ensinou a quem mais precisava, que o mundo precisa dos Titãs: a Moça Maravilha. E com isso ela pode tirar o mundo que carregava nas costas e conduzir sua equipe para o destino de heroísmo para o qual nasceu.

Mas, ao final de tudo isso, ficam algumas perguntas: Eddie era ético e moral? Muitos talvez digam que não, já que ele fez um pacto com o demônio. Ele era a síntese da questão universalmente discutida “os fins justificam os meios?”. Ainda assim, mesmo que não fosse totalmente moral, Eddie era, por isso, mau? Nunca! Podia um Demônio ser bom? Poucas vezes os Novos Titãs encontraram alguém com um coração tão bom e que tivesse feito tanto bem aos demais. Então ele foi um herói? Sim. Mas ele foi mais heroico enquanto tinha poderes ou enquanto humano? Bem, aí já é questão de opinião.

O certo é que o que é moral, justo, bom, ético ou heroico tem sido tema de discussões e devaneios ao longo do desenvolvimento do pensamento humano, e será ainda por gerações, tanto mais quanto mais a humanidade “evoluir” e mudar. Entretanto, se querem saber o que eu tenho a dizer sobre Eddie Bloomberg, o anjo conhecido como Demônio Vermelho, é, independente de tudo, que ele é meu bom herói!

13 de mar. de 2011

Questão de Opinião: Nossa Torre

Todo supergrupo precisa de uma sede. Seja uma sala de justiça, um satélite, uma caverna, ou mesmo uma nave. Os Titãs já tiveram várias. Mas com certeza a mais famosa é a grande Torre em forma de T. Seja em San Francisco ou New York, o T gigante é a marca dos Novos Titãs. E sem dúvida foi uma ideia criativa, afinal poucas letras do alfabeto viram torres facilmente, além do tradicional “I”, do pouco usado “L” e do engenhoso “H”, prédios “T” são bem instigantes. Exceto claro o “T” deitado dos Titãs de Winnick, que parecia uma torre caída (vai ver era um sinal do que viria).

Enfim, independente do formato que possuíam, as sedes dos Titãs, especialmente as Torres eram um lugar de treinamento, de discussão, de convivência e, para alguns, um lar. Em suas torres os Titãs cresceram, sofreram, amaram, festejaram, se descobriram, se revelaram e foram humanos. Se lá fora, no mundo, eles eram heróis dotados de uma aura de imponência para enfrentar vilões e criminosos, a Torre era o lugar onde eles podiam ser eles mesmos, despidos de qualquer armadura (mesmo invisível) de combate, sendo, então, completamente humanos. E por serem então humanos, eles interagiam e se tornavam amigos ou mais.

Como qualquer outra Torre Titã, esta aqui onde nos encontramos sempre que possível, é um lugar de convivência, de discussão, de troca de ideias. Aqui muitos já se armaram, e muitos já se desarmaram. Muitos já se tornaram mais humanos, independente da forma. Muitos já fizeram amigos. Muitos já riram. Muitos já discutiram. Graças à convivência promovida pela Torre, muitas amizades foram construídas aqui.


E como é da natureza de qualquer Titã, muitos já passaram por aqui. Como convidados, como honorários, como membros, como amigos e como convidados. São diversos os motivos que levam uma ou outra pessoa a se afastar da Torre, mas deixa a lembrança. E quem entra uma vez nesta Torre, sai diferente.

Você pode entrar procurando informação sobre o Cyborg, a Ravena, o Superboy, o novo Batman, ou seja lá quem ou o que for e sair daqui apenas com a informação que necessita. Mas muitos voltam, participam das enquetes, dos desafios, comentam e prestigiam o que com tanto carinho e dedicação colocamos a disposição de todos.

É disso que essa Torre vive e é feita. De dezenas de Titãs. Apenas 5 ou 6 estão hoje apresentando os assuntos dessa torre, mas todos estão construindo isso, de uma forma ou de outra.

Não fosse isso a Torre Titã do Brasil não estaria chegando ao seu quinto ano de existência.

Se este é um local onde você vem buscar informações e se atualizar sobre os novos Titãs, ficamos felizes em colaborar com você. Se esse é seu lar digital, ficamos felizes em sermos seus colegas de Torre.

12 de mar. de 2011

Questão de Opinião: Todas as formas de Amor

Eles (as) fazem parte do nosso dia-a-dia, seja no cotidiano e nas nossas relações, ou na mídia. São músicos, políticos e atores famosos, ou nossos colegas de trabalho e familiares. São personagens de destaque em todas as novelas e reality shows, têm lugar garantido nos seriados, especialmente os americanos, são temas de filmes, músicas e livros, movimentam a economia como poucos outros grupos, influenciam e impulsionam a moda e a música, normalmente são independentes, possuem bons e estáveis empregos, são corajosos, coloridos e divertidos. Os homossexuais estão cada vez mais em evidência, adquirindo ao redor do mundo o reconhecimento a seus direitos como seres humanos.

Mas na mesma medida em que eles são aceitos, eles são violentamente discriminados. Enquanto em lugares como os USA, ter um amigo gay é “tendência”, e em tantos outros lugares eles podem se casar e ter filhos como qualquer casal heterossexual, em alguns países subdesenvolvidos eles podem ser condenados à morte. Em épocas como a do carnaval, eles são festejados e imitados, enquanto em qualquer outra época são violentamente agredidos ou até assassinados, mesmo por aqueles que deveriam protegê-los.

A causa homossexual vive em uma gangorra social movida pela alternada evolução e retrocesso que nossa sociedade constantemente sofre. Normalmente influenciada por questões religiosas, o preconceito contra os homossexuais é dentre tantos, um dos mais infundados.

Desde os gregos, pessoas de mesmo sexo têm se relacionado, já que para eles “o amor só surgia entre iguais”, o que aconteceu, por exemplo, com grandes heróis da mitologia como Alexandre e Aquiles. Entre as antigas crenças pagãs, especialmente as que originaram a atual Wicca, alguns homens tinham o “toque da Deusa”. Em tribos nativas da América do Norte, antes da colonização europeia, indivíduos conhecidos como “dois espíritos”, que possuíam atribuições masculinas e femininas dentro das tribos, eram os mais respeitados e valorizados. Dentro da antiga corrente filosófico-alquímica do Hermetismo, o masculino e o feminino estão em tudo e em todos, pensamento este que nas culturas orientais é representado pelo conceito de yin-yang. Ou seja, os homens e mulheres que vivem relacionamentos homo afetivos não são novos, mas são refutados como nunca foram anteriormente em nossa história.

Os quadrinhos, como ferramenta de conscientização e educação que se tornaram nos últimos anos, têm, mesmo que “a passos de formiga e sem vontade”, agregado personagens de sexualidades variadas em suas histórias.

Infelizmente os Titãs, grupo que sempre retratou a juventude e seus dramas, pouco têm feito com relação a esse assunto, ainda mais se considerarmos que é na adolescência ou juventude que a maioria dos homossexuais se reconhecem como tais, e personagens como eles dentro de equipes de destaque como os Titãs ajudariam em sua auto aceitação e na diminuição do preconceito por parte de heterossexuais que normalmente ignoram como o processo da homossexualidade se desenvolve nas pessoas.

Há, porém, alguns casos que merecem ser comentados. Apenas um Titã era assumidamente homossexual em toda a história das equipes de Titãs, e foi o membro da extremamente breve fase “L.A.”, Hero Cruz. Cruz era a ‘tríplice aliança’ do preconceito norte-americano, já que além de gay, era negro e descendente de latino-americanos.

O personagem Jericó foi criado com a intenção de ser um personagem gay, mas o projeto foi abortado por correr o risco de aumentar o estereótipo de a arte ser ‘coisa de gay’, já que Joey era um grande artista.

O Novo Titã, integrante da equipe durante o Ano Perdido, Zatara era um forte cotado para ser um personagem gay desde que reapareceu na série “Coven of Three”, onde ele estava aliado as Homo magi Alice Sombria e Traci 13. Pelo menos era a especulação que se fazia nos bastidores. Mas durante as mensais de Zatanna, ele parece estar se relacionando com sua assistente de palco, Bunny.

O representante da Ordem, o Columba Don, devido a sua diplomacia e pacifismo, sempre foi visto por muitos como “menos homem” que seu irmão Hank, mesmo tendo namorado a sua colega titã Lilith.

Depois que o mal-intencionado livro “Sedução do Inocente” de Frederick Wertham, surgiu, os Robins sofreram com a aura de “será?”, especialmente Dick, já que ele era o Robin homossexualizado no dito livro, e Tim, pois foi o Robin seguinte a ter mais destaque e por ele ter uma forte amizade com Conner Kent, o Superboy, ex-parceiro de equipe de Hero Cruz. Para ambos, foram apenas boatos.

Desconfianças sobre a sexualidade de Amy, a Titã Granada também surgiram, já que ela era retratada de uma forma um tanto masculinizada, graças à influencia militar que a garota possuía. Como a fase em que esteve na equipe não foi das melhores, a personalidade de Amy não foi completamente trabalhada.

Malfadadas as tentativas de encaixar um personagem à equipe, os Titãs nunca tiveram problemas em se aliarem a personagens homossexuais. Foi o caso do casal Anissa, a heroína Tormenta, e a amazona Grace dos Renegados que foram colegas de Roy, Dick e Kory na equipe; ou do pansexual Starman, colega de Donna, Dick, Victor e Kara na nova formação da Liga da Justiça; ou de Manto Negro, irmão da outra integrante da Liga, a recém-ressuscitada Jade; ou o amigo gay de Kyle, o jovem Terry Berg; ou a prima homossexual da Titã Labareda, a pop Batwoman.


Além desses, a extinta linha de HQs “Wildstorm” trazia o casal gay Apolo e Meia Noite. Até entre os vilões já existiram casais homossexuais: Monsieur Mallah e Cérebro, Escândalo e Nocaute. Ou seja, embora ainda sejam poucos se comparados à proporção existente na humanidade, os gays tem tomado seu espaço nos quadrinhos e, quem sabe um dia, nos Titãs.

Independente da presença ou repercussão de personagens com características homossexuais nos quadrinhos é de grande importância que nós, jovens formadores de opinião e que faremos a sociedade de amanhã, tenhamos a consciência de que toda e qualquer pessoa é um ser humano digno de respeito. Em outras palavras, homofobia está “out”!