16 de jan de 2008

Ricardita: sinto sua falta!

Desde o início! Eu acompanhei tudo. Eu a vi ser indicada para a equipe, eu a vi entrar para a equipe, eu a vi tentando provar que era boa e fazendo burradas, como quando flechou Cyborg e o congelou, logo que entrou, eu vi Bart a motivando e consolando quando ela anunciou que era portadora de HIV. Eu a vi dizendo “Eu sou uma Titã”. Eu acompanhei seus primeiros passos dentro dos Titãs.
Acho que foi daí que minha paixão por Mia Dearden surgiu. Pois eu vi seu começo, eu fui seu companheiro, mesmo sendo aquele que só assiste. Pois eu mesmo tinha acabado de “entrar”, poucas edições antes.
E mesmo antes de ser uma Titã, Mia já me conquistava com seu
senso de Justiça, ao desaprovar, e até repreender, as traições que Ollie cometia com Dinah. Dinah podia não ser parte da família ainda, pois Ollie e ela ainda não eram casados, e Mia era filha (adotiva) dele e não dela. Mas Mia tem um forte senso de justiça (não é a toa que é uma Titã). Muito provavelmente já tivera acompanhado seu pai biológico (se é que merece ser chamo assim) fazer o mesmo com sua mãe. E isso a desagradava. Mia buscava em Ollie o oposto de seu pai. E ao ver semelhanças, Mia com certeza sofria. Estar com Ollie, Connor e Dinah faz Mia esquecer por breves momentos seu passado e seus problemas, coisas com as quais ela tem de conviver.
“Mia é uma sobrevivente”. Não há frase que expresse melhor Mia Dearden do que essa que inicia seu perfil. Mia sobrevive, dia após dia, lutando com seu interior, com seu próprio corpo. Quem quer passar pelo que ela passa? Ou pelo que já passou? Talvez nós nunca saibamos os horrores pelos quais ela tem passado. Tampouco as amazonas que a chamaram de suja. Mas, acredito, não deve ter sido fácil.
Mia é uma daquelas pessoas que quando passam pelas nossas vidas, olhamos e pensamos: “Eu podia ter aproveitado melhor a presença dela”. Eu não acompanhei Mia em toda sua carreira como Titã. Pode-se dizer que eu a abandonei. Claro que tive meus motivos, mas dizem, e com razão, que a gente só dá valor ao que tem quando perde. Hoje eu sinto falta da presença dela, na equipe
e como pessoa em minha vida. E para isso só me restam as lembranças. (Não. Ela não morreu, e isso não é um velório. Isso é saudade).
Ao contrário do que pretendia anteriormente com os textos sobre a nova equipe dos Titãs, não estou aqui pra mostrar que Mia é uma Titã, que ela tem valor. A guria fez isso por conta própria. Aliás, ainda faz, mesmo fora da equipe. Se gostarem dela ou não, isso não vem ao caso. O que quero aqui é mostrar o quanto eu a admiro. Assim como os cinco titãs originais e os cinco titãs clássicos conquistaram legiões de fãs, os cinco novatos, dos quais Mia fazia parte, que aprenderam juntos o valor de ser titã, conquistaram a mim. E embora dois não estejam mais entre nós, e ela esteja fora da equipe, um dia eu sei que os verei juntos novamente. Mesmo que em sonho.
Ela pode não ser uma deusa, mas é guerreira, é mulher de verdade.

Mia não vê obstáculos, ela os supera. Não há problema grande o suficiente para ela, nem o que a desanime facilmente. Sua vida foi difícil? Foi. Como a da maioria dos Titãs. Mas ela sempre teve amor ao próximo, sempre quis proteger os fracos, como um dia ela foi protegida, agora que ela é forte.
Isso é altruísmo. Uma antiga virtude humana, que vem desaparecendo aos poucos. É uma virtude Titã. E Mia é Titã, sempre será.
Como disse antes, sinto falta dela. De sua presença. De sua coragem. Não a acompanhei sempre, mas espero que ela me perdoe um dia. Assim como esperarei o quanto for necessária a sua volta.
Pois amigos estão sempre juntos, não importa a distância!

Por Rodrigo Broilo

Um comentário:

Leo Ribeiro disse...

Rodrigo... o texto sobre a Mia, revela a mulher por trás da máscara da Devastadora... você como sempre toca em pontos estratégicos dos nossos amigos! Quero mais...